Israel Institute of Biblical Studies

terça-feira, 29 de maio de 2018

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

As pessoas parecem esquecer que
o rabino Y'shua (Jesus) é judeu.

Ele não começou uma nova religião.
Ele reformou o judaísmo.
Yeshua nasceu, viveu
e foi executado como judeu.

Ele era um professor de Torá,
Ele é a Torá, a palavra viva,
 ele NÃO aboliu a Lei,
Ele deu significado a isso,
Ele é Mashiach (Ungido de Deus).

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

A libertação do domínio pagão por meio do Messias tornou-se a base de toda aspiração judaica. A esperança messiânica tinha-se envelhecido até certo ponto; havia perdido em grande parte seu caráter religioso. Tal era a ideia formal que quase todos os judeus haviam formado gradualmente acerca do Messias.
Quem era, pois, esse Messias? Os cognomes que se lhe aplicavam o designavam como personagem de muita elevada qualidade. Chamavam-no de o Eleito, o Consolador, o Redentor, o Filho do Homem; às vezes, o Filho de Deus, num sentido muito amplo; e o Filho de Davi, no sentido estrito. Chamavam-no também e acima de tudo de o Messias, palavra hebraica que significa o Ungido e que simbolizava a eleição que o Senhor havia feito dele e o poder real que lhe tinha dado.
Muitos poucos, porém, eram aqueles que, seguindo as indicações dos profetas, criam na divindade dele; isto é demonstrado no exemplo dos apóstolos, que só reconheceram muito tarde e em virtude da revelação especial a natureza divina do Salvador (Mt 16.16-17), que estava investido de atribuições superiores, incompatíveis com a pura e a simples natureza humana. Ele havia sido criado antes do mundo e viveria eternamente. Elevado acima dos anjos, era dotado de sabedoria e de poder extraordinários. O Messias possuía uma santidade perfeita e estava isento de todo pecado.
Convencidos de sua grandeza humana, os judeus não podiam compreender, apesar da clareza e da precisão das profecias, que o Messias haveria de submeter-se à lei do sofrimento. Rejeitavam, geralmente, como suprema inconveniência e manifesta contradição, a ideia de um Messias sofredor e pacífico. A atitude dos apóstolos de Jesus revela a insuperável repugnância que os correligionários sentiam quanto a essa ideia (Mt 16.21-23; Mc 9.29-31; Lc 18.31-34).
Analisado em seu conjunto, o judaísmo rabínico fechou os olhos para os textos bíblicos que profetizavam sobre os sofrimentos do Messias. Esqueceu que, precedido pelo arauto, cuja missão era anunciar o Messias ao mundo, o Rei dos judeus haveria de nascer em Belém e permanecer invisível e oculto durante algum tempo. Depois, ocorreria de repente sua manifestação gloriosa e triunfante.
Os judeus costumavam apresentá-lo como conquistador invencível contra todas as potências pagãs e, em especial, contra o Império Romano, para domá-los inteiramente.
Alguns documentos da época não estão perfeitamente de acordo entre si. Conforme alguns (o Saltério de Salomão, Os Oráculos Sibilinos e Fílon de Alexandria), a ruína do paganismo aconteceria como uma sangrenta batalha. Conforme outros (o Apocalipse de Baruque e o Apocalipse de Esdras), não haveria tal luta propriamente dita. Um julgamento de Deus e do Messias reduziria à impotência os inimigos de Israel.

O FALSO RETRATO DO MESSIAS

Que ideia, porém, faziam deste Messias, cuja vinda tão ardentemente desejavam todos os verdadeiros israelitas? Que descrição haviam traçado dele os rabinos e os escritores apocalípticos? O retrato do Messias, pintado por esses escritores e gravado na imaginação popular, não condizia com as antigas profecias. Eles o desfiguraram com o pretexto de aformoseá-lo! Levando ao pé da letra o que, nas profecias inspiradas, não era mais do que uma expectativa ideal dando uma interpretação política a certas passagens cujo sentido era espiritual ou figurado (Is 35.10; 40.9-11; 41.1-2), tais escritores profanaram lamentavelmente o espírito das profecias e turvaram sua significação.
Mesmo depois do cativeiro na Babilônia, submetidos ao jugo da Pérsia, da Grécia e de Roma, os judeus haviam se acostumado a associar a ideia do Messias à esperança de sua restauração social e de sua independência reconquistada. Isto era para eles o essencial. Viam no Messias, antes de tudo, um poderoso instrumento divino que os ajudaria a recuperar a sua glória e os seus privilégios de antigamente. Ao pensarem nele e ao invocarem-no de todo o coração, tinham o olhar muito mais voltado para sua própria exaltação do que para a saúde moral que ele haveria de trazer, tanto para os judeus como para os demais homens.

COMO SERIA O REINADO DO MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

Aplacada a cólera de Deus com o castigo dos pagãos, e lançados estes fora da Palestina, começaria o reinado do Messias. Os judeus que estariam dispersos pelo mundo seriam trazidos milagrosamente para a Terra Santa a fim de gozar da felicidade daquele reino maravilhoso. Jerusalém seria reconstruída, embelezada e admiravelmente engrandecida. O templo também seria erguido de suas ruínas, e seriam restabelecidas as cerimônias do culto.
Os rabinos não encontraram cores bastante brilhantes para pintar o esplendor dessa idade de ouro, que se prolongará daqui por diante por milhares de anos. Será uma era de paz, de glória e de felicidade não interrompida.
A natureza estará dotada de fecundidade surpreendente; os animais mais cruéis perderão sua ferocidade e se tornarão dóceis a serviço dos judeus; todas as árvores, sem exceção, darão saborosos frutos. Já não haverá mais nem pobreza nem sofrimento. Os partos serão sem dor; as colheitas, sem fadiga. As injustiças terminarão; o pecado já não existirá na terra.
Para poder acolher todos os seus habitantes, a cidade de Jerusalém será tão grande como a Palestina, e a Palestina será tão grande como o mundo inteiro. Da Cidade Santa, as portas e janelas serão enormes pedras preciosas; os muros serão de ouro e prata. Além do mais, as colheitas de inaudita riqueza que a terra produzirá sem cultivo proporcionarão material para magníficos vestidos e manjares saborosos. O trigo alcançará a altura das palmeiras, e até se elevará acima do cume dos montes.
Eis algumas descrições do reino messiânico!
Compare esse texto com este: O Reino de Cristo no Milênio

O MOTIVO QUE LEVOU OS JUDEUS A REJEITAREM O SALVADOR

O mais triste de tudo isto é que quando Yeshua [Jesus], o verdadeiro Messias, apresentou-se manso e humilde, sem aparato político nem belicoso, sem nada que o identificasse com o conquistador terrível e sempre triunfante que os judeus esperavam, e sim como o reformador religioso [do judaísmo] e a vítima a ser oferecida para expiar os pecados dos homens, os judeus recusaram-se a aceitá-lo como Messias.

TESTEMUNHAS LEVANTADAS POR DEUS PARA FALAR DO MESSIAS

Felizmente, mesmo naquele Israel, com a ideia de um Messias político e guerreiro, Deus não deixou seu povo ficar sem testemunha. verdade é que eles não escolheu entre os escribas e os fariseus essas testemunhas.
Mesmo que as almas escolhidas que vemos perto do Filho de Deus ainda menino não figurassem entre os poderosos da nação judaica, pelo menos praticavam de antemão, quanto podiam, a santidade cristã, obedecendo por amor e sem estreiteza de coração à lei divina. Além disso, haviam compreendido o verdadeiro significado das profecias messiânicas. Estas almas representavam a piedade sincera. Maria e Jose, Zacarias e Isabel, os humildes pastores de Belém, Simeão e a profetiza Ana - estes e outros esperavam a redenção de Israel, e foram os primeiros a saborear a doçura do Messias.
No iminente advento do Messias, estes nobres e santos corações viam, antes de tudo, o perdão dos pecados de seu povo, a paz que haveria de reinar perpetuamente entre Deus e a humanidade, o estabelecimento na terra de um reino espiritual, cujo líder seria Cristo, que daria a felicidade verdadeira neste mundo e no outro a quem cumprisse as leis deste glorioso e santíssimo monarca. Os cânticos e as palavras destes servos do Altíssimo são admiráveis testemunhos de fé que neles brilha com toda a sua pureza e com todo o seu esplendor.

A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;

Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.

E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. (Cântico de Maria, em Lucas 1:46-55)

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. (Cântico de Simeão, em Lucas 2:29-32)


Até a próxima!
Fica na paz!