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terça-feira, 29 de maio de 2018

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

As pessoas parecem esquecer que
o rabino Y'shua (Jesus) é judeu.

Ele não começou uma nova religião.
Ele reformou o judaísmo.
Yeshua nasceu, viveu
e foi executado como judeu.

Ele era um professor de Torá,
Ele é a Torá, a palavra viva,
 ele NÃO aboliu a Lei,
Ele deu significado a isso,
Ele é Mashiach (Ungido de Deus).

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

A libertação do domínio pagão por meio do Messias tornou-se a base de toda aspiração judaica. A esperança messiânica tinha-se envelhecido até certo ponto; havia perdido em grande parte seu caráter religioso. Tal era a ideia formal que quase todos os judeus haviam formado gradualmente acerca do Messias.
Quem era, pois, esse Messias? Os cognomes que se lhe aplicavam o designavam como personagem de muita elevada qualidade. Chamavam-no de o Eleito, o Consolador, o Redentor, o Filho do Homem; às vezes, o Filho de Deus, num sentido muito amplo; e o Filho de Davi, no sentido estrito. Chamavam-no também e acima de tudo de o Messias, palavra hebraica que significa o Ungido e que simbolizava a eleição que o Senhor havia feito dele e o poder real que lhe tinha dado.
Muitos poucos, porém, eram aqueles que, seguindo as indicações dos profetas, criam na divindade dele; isto é demonstrado no exemplo dos apóstolos, que só reconheceram muito tarde e em virtude da revelação especial a natureza divina do Salvador (Mt 16.16-17), que estava investido de atribuições superiores, incompatíveis com a pura e a simples natureza humana. Ele havia sido criado antes do mundo e viveria eternamente. Elevado acima dos anjos, era dotado de sabedoria e de poder extraordinários. O Messias possuía uma santidade perfeita e estava isento de todo pecado.
Convencidos de sua grandeza humana, os judeus não podiam compreender, apesar da clareza e da precisão das profecias, que o Messias haveria de submeter-se à lei do sofrimento. Rejeitavam, geralmente, como suprema inconveniência e manifesta contradição, a ideia de um Messias sofredor e pacífico. A atitude dos apóstolos de Jesus revela a insuperável repugnância que os correligionários sentiam quanto a essa ideia (Mt 16.21-23; Mc 9.29-31; Lc 18.31-34).
Analisado em seu conjunto, o judaísmo rabínico fechou os olhos para os textos bíblicos que profetizavam sobre os sofrimentos do Messias. Esqueceu que, precedido pelo arauto, cuja missão era anunciar o Messias ao mundo, o Rei dos judeus haveria de nascer em Belém e permanecer invisível e oculto durante algum tempo. Depois, ocorreria de repente sua manifestação gloriosa e triunfante.
Os judeus costumavam apresentá-lo como conquistador invencível contra todas as potências pagãs e, em especial, contra o Império Romano, para domá-los inteiramente.
Alguns documentos da época não estão perfeitamente de acordo entre si. Conforme alguns (o Saltério de Salomão, Os Oráculos Sibilinos e Fílon de Alexandria), a ruína do paganismo aconteceria como uma sangrenta batalha. Conforme outros (o Apocalipse de Baruque e o Apocalipse de Esdras), não haveria tal luta propriamente dita. Um julgamento de Deus e do Messias reduziria à impotência os inimigos de Israel.

O FALSO RETRATO DO MESSIAS

Que ideia, porém, faziam deste Messias, cuja vinda tão ardentemente desejavam todos os verdadeiros israelitas? Que descrição haviam traçado dele os rabinos e os escritores apocalípticos? O retrato do Messias, pintado por esses escritores e gravado na imaginação popular, não condizia com as antigas profecias. Eles o desfiguraram com o pretexto de aformoseá-lo! Levando ao pé da letra o que, nas profecias inspiradas, não era mais do que uma expectativa ideal dando uma interpretação política a certas passagens cujo sentido era espiritual ou figurado (Is 35.10; 40.9-11; 41.1-2), tais escritores profanaram lamentavelmente o espírito das profecias e turvaram sua significação.
Mesmo depois do cativeiro na Babilônia, submetidos ao jugo da Pérsia, da Grécia e de Roma, os judeus haviam se acostumado a associar a ideia do Messias à esperança de sua restauração social e de sua independência reconquistada. Isto era para eles o essencial. Viam no Messias, antes de tudo, um poderoso instrumento divino que os ajudaria a recuperar a sua glória e os seus privilégios de antigamente. Ao pensarem nele e ao invocarem-no de todo o coração, tinham o olhar muito mais voltado para sua própria exaltação do que para a saúde moral que ele haveria de trazer, tanto para os judeus como para os demais homens.

COMO SERIA O REINADO DO MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

Aplacada a cólera de Deus com o castigo dos pagãos, e lançados estes fora da Palestina, começaria o reinado do Messias. Os judeus que estariam dispersos pelo mundo seriam trazidos milagrosamente para a Terra Santa a fim de gozar da felicidade daquele reino maravilhoso. Jerusalém seria reconstruída, embelezada e admiravelmente engrandecida. O templo também seria erguido de suas ruínas, e seriam restabelecidas as cerimônias do culto.
Os rabinos não encontraram cores bastante brilhantes para pintar o esplendor dessa idade de ouro, que se prolongará daqui por diante por milhares de anos. Será uma era de paz, de glória e de felicidade não interrompida.
A natureza estará dotada de fecundidade surpreendente; os animais mais cruéis perderão sua ferocidade e se tornarão dóceis a serviço dos judeus; todas as árvores, sem exceção, darão saborosos frutos. Já não haverá mais nem pobreza nem sofrimento. Os partos serão sem dor; as colheitas, sem fadiga. As injustiças terminarão; o pecado já não existirá na terra.
Para poder acolher todos os seus habitantes, a cidade de Jerusalém será tão grande como a Palestina, e a Palestina será tão grande como o mundo inteiro. Da Cidade Santa, as portas e janelas serão enormes pedras preciosas; os muros serão de ouro e prata. Além do mais, as colheitas de inaudita riqueza que a terra produzirá sem cultivo proporcionarão material para magníficos vestidos e manjares saborosos. O trigo alcançará a altura das palmeiras, e até se elevará acima do cume dos montes.
Eis algumas descrições do reino messiânico!
Compare esse texto com este: O Reino de Cristo no Milênio

O MOTIVO QUE LEVOU OS JUDEUS A REJEITAREM O SALVADOR

O mais triste de tudo isto é que quando Yeshua [Jesus], o verdadeiro Messias, apresentou-se manso e humilde, sem aparato político nem belicoso, sem nada que o identificasse com o conquistador terrível e sempre triunfante que os judeus esperavam, e sim como o reformador religioso [do judaísmo] e a vítima a ser oferecida para expiar os pecados dos homens, os judeus recusaram-se a aceitá-lo como Messias.

TESTEMUNHAS LEVANTADAS POR DEUS PARA FALAR DO MESSIAS

Felizmente, mesmo naquele Israel, com a ideia de um Messias político e guerreiro, Deus não deixou seu povo ficar sem testemunha. verdade é que eles não escolheu entre os escribas e os fariseus essas testemunhas.
Mesmo que as almas escolhidas que vemos perto do Filho de Deus ainda menino não figurassem entre os poderosos da nação judaica, pelo menos praticavam de antemão, quanto podiam, a santidade cristã, obedecendo por amor e sem estreiteza de coração à lei divina. Além disso, haviam compreendido o verdadeiro significado das profecias messiânicas. Estas almas representavam a piedade sincera. Maria e Jose, Zacarias e Isabel, os humildes pastores de Belém, Simeão e a profetiza Ana - estes e outros esperavam a redenção de Israel, e foram os primeiros a saborear a doçura do Messias.
No iminente advento do Messias, estes nobres e santos corações viam, antes de tudo, o perdão dos pecados de seu povo, a paz que haveria de reinar perpetuamente entre Deus e a humanidade, o estabelecimento na terra de um reino espiritual, cujo líder seria Cristo, que daria a felicidade verdadeira neste mundo e no outro a quem cumprisse as leis deste glorioso e santíssimo monarca. Os cânticos e as palavras destes servos do Altíssimo são admiráveis testemunhos de fé que neles brilha com toda a sua pureza e com todo o seu esplendor.

A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;

Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.

E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. (Cântico de Maria, em Lucas 1:46-55)

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. (Cântico de Simeão, em Lucas 2:29-32)


Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 12 de maio de 2018

A fé ajuda-nos a responder ao sofrimento


 

Ruminando o livro de Jó

Como a fé ajuda-nos a responder ao sofrimento.

O livro de Jó convida-nos a examinar a base da nossa fé em Deus. A perda de bens e dos familiares, bem como a alienação de seus amigos, abalou a base da fé de Jó. No entanto, ele manteve sua fé em Deus e mostrou que as acusações de satanás eram infundadas.
Mesmo em suas queixas, Jó reconhecia que somente Deus poderia dar-lhe as respostas de que precisava. E quando ele desejou a morte, era, na verdade, para obter alívio, até que Deus pudesse lidar com ele em condições mais favoráveis (Jó 14.13). Quando Jó desejou um mediador, era para ajudá-lo a encontrar graça diante de Deus (Jó 9.33-35). E quando Jó queixou-se de que Deus não o ouvia, era porque ele sabia que suas respostas tinham de vir do Pai (Jó 19.25-27). Essa é a essência da fé.
O pecado traz sofrimento, mas a acusação de satanás de que quem sofre deve ter pecado não é necessariamente verdadeira (Is 54.17; Rm 8.1). Hoje, algumas pessoas cegamente agem como os amigos de Jó, que relacionam piedade à bênção. Contudo, em sua raiz, esta relação ignora que "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18).
E como o apóstolo Paulo lembra-nos, "é certo que com ele padecemos" (Rm 8.17). [Desde que esses sofrimentos, não sejam consequências de pecados. Principalmente por desobediência à Deus. O quê não foi o caso de Cristo e Jó. Que nossos sofrimentos sejam por amor à Verdade de Deus e por uma vida reta. (Fp 2.15; 1Co 1.8; Mt 5.10; 2Tm 2.3; 1Pe 2.19; etc...)]
Não devemos saber ou entender tudo (ver Gn 2.17; Dt 29.29; At 1.7; 1Ts 5.1,2). Algumas coisas, só Deus sabe e opera segundo Sua vontade soberana. Nossa resposta deve ser aceitar pela fé o que Ele proporciona-nos. Portanto, mesmo quando sofremos, podemos confiar nele (veja Rm 8.26-39).

Estudando Jó 9.20,21

Jó sabia que Deus não lhe devia nada. Ele estava vivo pela graça divina, mesmo que estivesse sofrendo. E também acreditava que não havia pecado de maneira que merecesse tamanho sofrimento.
Jó achava que sua vida não merecia tanta dor; então, quis que seu caso fosse apresentado diante de Deus (Jó 9.32-35). Entretanto, ele também reconheceu que discutir com o Senhor seria inútil e improdutivo (Jó 9.4). Jó sabia que se trouxesse seu caso contra Deus, pecaria por fazer falso testemunho contra Ele. "Se eu me justificar, a minha boca me condenará".
Quando enfrentamos dificuldades, grandes ou pequenas, podemos ficar indignados, acreditando que não fizemos nada pra merecê-las. Por isso, a atitude de Jó pode guiar-nos aqui. Devemos ser cuidadosos para não acusarmos Deus ou acreditar que estamos certos e Ele errado. Deus está sempre certo, mesmo se não compreendermos nossas circunstâncias. Deus está sempre certo. Ponto final.
Como Jó, devemos viver em temor ao Senhor. Essa sabedoria nos protegerá do pecado e cultivará humildade para os tempos em que os caminhos de Deus não fizerem sentido!
Basta ir até onde está Jesus. Jamais desanimar. Apresentar todos os problemas a Ele. Esperar a palavra dele (Mt 9.1,2; 15.21-28).
Até a próxima!
Fica na paz!

Leia mais sobre Jó:





sexta-feira, 11 de maio de 2018

A "aparição" de Samuel para Saul





A suposta aparição de Samuel nessa ocasião criou muitas discussões entre estudiosos da Bíblia e produziu muitos pontos de vista relativos à natureza exata desse evento.
O Dr. John J. Davis apresenta quatro considerações diferentes para explicar a aparição desse pseudoprofeta Samuel. (The Birth of a Kingdom.p.96-99)
Foi meramente o produto de impressões psicológicas.
A mulher estava "emocionalmente envolvida e psicologicamente identificada" com o falso Samuel até o ponto em que realmente acreditava ser a aparição do profeta. 1 Samuel 28.12 sugere que a feiticeira se surpreendeu ou se assustou com a aparição desse falso Samuel. Além disso, uma "leitura abrangente do texto "indica que" não apenas a mulher, mas Saul também conversou com o suposto profeta" (veja v.15).
Foi um demônio ou Satanás personificando Samuel. "Uma leitura elementar do texto bíblico leva à conclusão de que a aparição não era realmente de Samuel, e sim uma personificação dele". Além disso, "alguns detalhes da suposta profecia de Satanás não se cumpriram, porque ele é o "pai da mentira (Jo 8.44), e não tinha o conhecimento profético necessário para revelar". Em 1 Samuel 28.19, o falso Samuel diz a Saul: [...] e amanhã tu e teus filhos estareis comigo (a morte de Saul ocorreu oito dias após aquela seção espírita, e nem todos os filhos de Saul morreram naquela guerra), e pela forma como Saul morreu, em pecado e suicidando-se, ele jamais iria ao encontro do verdadeiro Samuel (1Cr 10.13,14).
Era um embuste.
"A feiticeira não estava realmente diante de Samuel, mas enganou Saul, levando-o a acreditar que a voz dela ou de outra pessoa fosse a do profeta. Apenas a mulher viu Samuel e relatou as palavras dele. Saul nada viu ou ouviu. "Ele entendeu que era Samuel (1Sm 28.14). Mesmo que o texto não diga que a mulher relatou as palavras de Samuel, ele evidencia claramente que não foi o profeta quem falou diretamente com Saul, e sim um espírito maligno. Como a obra do príncipe das trevas é alicerçada em mentiras e imperfeições, ele "chutou" sobre o resultado da batalha, sendo capaz de prever com precisão quando ela ocorreria (não aconteceu no dia seguinte), e foi também incapaz de prever o verdadeiro destino que tiveram Saul e os seus filhos (Saul suicidou-se, 1Sm 31.4,5. Não há lugar para suicidas no paraíso, onde está o verdadeiro Samuel).
Não era realmente Samuel.
Esse é um consenso geral e ortodoxo. "Foi uma suposta aparição de Samuel, fingida pelo diabo. Saul cometeu um pecado gravíssimo, e morreu por causa dele (1Cr 10.13,14). A surpresa da feiticeira (1Sm 28.12) e a inclinação reverente de Saul (1Sm 28.14) também sustentam essa tese.
Qual foi o propósito de Deus nesse acontecimento?
A Bruxa de Endor:
detalhe do quadro
"A Sombra de Samuel invocada por Saul"
de D. Martynov (1826-1889).
"As afirmações desse falso Samuel para Saul (1Sm 28.15) não devem ser consideradas como prova de que a feiticeira de En-Dor ou mesmo o rei teriam conseguido trazer o profeta de volta dos mortos [...]".
Tendo condenado os feiticeiros, os que consultassem um espírito adivinhante, ou quem consultasse os mortos (Dt 18.10,11), o Senhor jamais cometeria o ato contraditório de tirar o Seu servo Samuel, tão prestigiado como Moisés (Jr 15.1), do seu descanso eterno para trazê-lo à arapuca de uma seção espírita, atendendo à evocação de uma feiticeira (Êx 22.18), e ao pedido de um homem a quem Deus rejeitara e a quem já não respondia (1Sm 28.6).
Moisés e Elias também apareceram depois de mortos , quando ocorreu a transfiguração de Jesus (Mt 17.3; Lc 9.30,31). "Eles, contudo, apareceram 'em glória'", [e não foram evocado ou "consultados"] enquanto esse falso Samuel apareceu com o manto do engano que lhe é próprio. Portanto, em seu sentido completo, a aparição desse mentiroso Samuel é um alerta bíblico quanto aos perigos de quem resolve envolver-se com o espiritismo.
O que havia de errado com Saul ter invocado Samuel dos mortos para consultá-lo?
O Antigo Testamento proíbe a prática do ocultismo, incluindo a tentativa de contatar os mortos (Dt 18.9-12). As pessoas costumavam entrar em contato com os mortos para buscar orientações acerca do futuro. Consultá-los tratava-se de uma ofensa capital (Lv 20.6,27). Em vez disso, o povo de Deus deveria buscar direção nele.
Deus enterrou Moisés em uma tumba sem marcação (Dt 34.6), pois não queria que os israelitas tornassem o líder um santuário, oferecessem ofertas para seu espírito, adorasse-o ou tentasse consultar seu espírito.
O Antigo Testamento deixa claro que os mortos não podem ser contatados (Jó 14.10-12). O pecado cometido por Saul de consultar um médium, por exemplo, foi tão grave que o escritor de Crônicas destacou esse erro ao discorrer sobre a queda de Saul (ver 1Cr 10.13,14). Não há qualquer justificativa para buscar-se direção de mortos quando se tem o Deus vivo e Sua Palavra para servir de norte (2Tm 3.15-17; Hb 4.12,13).

Veja mais sobre Saul, aqui:

 

Ruminando Filipenses 4:5-7

Um velho comentarista do Evangelho escreveu que Jesus,
antes de morrer, fez o seu testamento:
para o Pai destina o espírito;
o corpo fica com José de Arimatéia; as vestes vão para os soldados;
Maria, a mãe, deixa aos cuidados de João.
E para os discípulos, que largaram tudo e seguiram o Mestre,
qual seria a herança?
Cristo lega àqueles que o amam, a sua paz.
A certeza da presença do Senhor, a confiança em poder aproximar-se de Deus mediante oração e ações de graças e a consequente paz no coração se manisfestarão numa atitude de cortesia para com todos.
Fp 4.5 - A moderação inculcada aqui é traço do caráter cristão. Em 2 Coríntios 10.1, Paulo fala "mansidão" ou "benignidade" de Cristo, mediante a qual o crente consegue suportar com paciência até mesmo o abuso da parte de outrem (veja Ec 2.19). Mediante a moderação o crente sabe como parar pela graça, não insistindo em seus direitos. Matthew Arnold traduziu o termo grego por "doce razoabilidade", que se tornou termo de uso comum.
Os crentes devem manifestar esta virtude em seu relacionamento com as demais pessoas, e perante o Senhor. [É difícil...sim. Mas a graça do Espírito Santo, nos concede gerar um fruto chamado "longanimidade"!] Lembra?  é um fruto do Espírito Santo! Veja aqui: O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO.
Perto está o Senhor. Pode significar que "a volta do Senhor está próxima", "o Senhor vai regressar em breve"; é algo que Paulo poderia ter dito (Fp 3.20), no espírito das instruções de Jesus a seus discípulos, que deveriam proceder como servos que aguardam a seu senhor (Lc 12.42-48). Entretanto, as palavras do apóstolo podem implicar perto quanto a lugar ou perto no tempo. "Perto está o Senhor" é certeza reiterada perante seu povo no AT (veja Sl 34.18; também Sl 119.151; 145.18). Se o único elemento em vista fosse o tempo, alguém poderia julgar que essa certeza seria mais válida para os que estarão vivos um pouco antes da data desconhecida do advento do Senhor, e menos válida para os que viveram muito antes; contudo, segundo o sentido provável das palavras de Paulo, aqui, o Senhor está sempre igualmente perto de seu povo, sempre "perto". "Cristo está, portanto, sempre à nossa porta; tão perto estava há dois mil anos como está agora".
Fp 4.6 - Visto que "perto está o Senhor", a exortação a seu povo é: não andeis ansiosos por coisa alguma. Isto se enquadra no ensino do próprio Jesus a seus discípulos: "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haver de vestir...não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo" (Mt 6.25-34). Na Igreja primitiva, a existência cristã num mundo pagão é cheia de incertezas: perseguições de um tipo ou outro sempre constituía uma possibilidade, e tornar-se membro de qualquer associação patrocinada por divindades pagãs era algo impossível, o que resultava em desvantagem econômica. Entretanto, se o Senhor estivesse perto, não havia razão para ansiedade. Jesus havia estimulado seus discípulos a eliminarem a ansiedade porque o Pai celeste, que alimenta os pássaros e veste a erva do campo com flores, sabia de suas necessidades e podia muito bem supri-las (Mt 6.26-32; Lc 12.24-30). De modo semelhante Paulo ensina: mas em tudo, pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus. O apóstolo usa três palavras gregas para "oração", aqui. Há pequenas diferenças de sentido entre essas palavras mas o principal efeito no uso de todas as três é a ênfase na importância, na vida cristã, da constância na oração de fé, plena de expectativa. À semelhança de seu Mestre, Paulo age com máxima certeza de que um elemento essencial da oração é que peçam coisas a Deus com o mesmo espírito de confiança que as crianças demonstram quando pedem coisas a seus pais. Na oração que Jesus ensinou a seus discípulos, para que a usassem ao dirigir-se ao Pai celeste, o Senhor inclui o pão de cada dia ao lado da vinda do reino à terra. (Veja O REINO DE CRISTO NO MILÊNIO)
Acima de tudo, a lembrança de bênçãos passadas constitui salvaguarda contra a ansiedade quanto ao futuro: essa memória acrescenta confiança à oração que roga mais bênçãos. Eis aqui a importância das ações de graças na verdadeira oração.
Fp 4.7 - Se os filipenses acatassem esse estímulo, em lugar da ansiedade eles gozariam de paz no coração. Jesus, em João 14.27, concedeu a seus discípulos "a minha paz", que ele deu não "como o mundo a dá."
Portanto, aqui, a paz que os filhos de Deus recebem é a paz de Deus, que excede todo o entendimento. Paz que "ultrapassa toda imaginação"; vai além de tudo quanto a sabedoria humana consegue planejar. Esta paz será "fortaleza", guardará os vossos corações e as vossas mentes, mantendo do lado de fora a ansiedade e outros intrusos: guardará os crentes em Cristo Jesus.
A paz de Deus pode significar não apenas que Ele mesmo concede (Rm 5.1) mas a serenidade em que o próprio Deus vive: Deus não está sujeito à ansiedade. [Esta paz, contribui e acrescenta ao crente, capacidade de se manter sereno diante das mais inesperadas situações difíceis e lagrimosas.]

Até a próxima!
Fica na paz!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Ebede-Meleque, o cuxita




Uma das histórias mais comoventes dessa seção narrativa (Jr 38.1-13) é o resgate de Jeremias por um oficial da corte africano chamado Ebede-Meleque ("servo do rei"). Sob pressão de seus próprios oficiais, o rei Zedequias deu-lhes permissão para prender Jeremias em um calabouço no átrio da guarda (Jr 38.1-6). Mergulhado na lama e nos próprios detritos, Jeremias foi abandonado à morte. Ele foi jogado em uma prisão imunda e vazia (Jr 38.1-3). No palácio, a pressão dos oficiais religiosos que desprezavam Jeremias, por fim, forçaram Zedequias a reenviar o profeta para um confinamento mais grosseiro.
Dessa vez, ele foi descido com cordas em uma cisterna no átrio da guarda, onde logo afundou em uma grossa lama no fundo (Jr 38.1-6). Porém, um oficial da corte de origem africana, um cuxita da Etiópia, propôs-se a resgatar o profeta. Ebede-Meleque arriscou a própria vida insistindo para que Jeremias fosse liberto e tratado de forma mais humana (Jr 38.7-10). Por fim, o etíope, Ebede-Meleque persuadiu Zedequias a tirá-lo daquele lugar horrível. Foi preciso 30 homens para tirá-lo da cisterna. Ele foi levado novamente à prisão do palácio (Jr 38.7-13).
Nessa história, o etíope dedicou-se ao resgante do profeta e, mais tarde, foi salvo por sua intervenção (Jr 39.13-18). Na história oposta de Atos 8.26-39, o profeta e evangelista Filipe foi ao auxílio de um oficial etíope na estrada para Gaza. Ele ouviu-o ler o texto de Isaías 53 e conduziu-o à fé em Jesus como o Messias prometido.

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Até a próxima!
Fica na paz!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O Nome hebraico de EVA

O nome hebraico de Eva

A primeira mulher da Bíblia foi criada a partir da costela de um homem - Adão. Deus tinha um propósito para sua criação e plantou esse propósito no nome de Eva.  
Qual era o plano Divino e o que o nome de Eva pode nos ensinar? 
O som "e" em “Eva” obscurece o verdadeiro significado do nome em hebraico de Eva. O nome hebraico חַוָּה (chavá) tem uma conexão de raiz com o verbo לחיות (lichyot)"viver" e com palavras como חַי (chai) e חַיִּים (chayim) que comunicam a ideia de "vida". Por isso faz muito sentido chamar a mulher de Adão de חַוָּה (chavá), porque um dia ela se transformará na mãe "de todos os vivos" כָּל־חָי (kol chai).

O segundo nome de Eva, אִשָּׁה (ishá) (Gên. 2:23), significa "mulher" em hebraico. Geralmente é considerada como a forma feminina da palavra hebraica para "homem", אִיש (ish). No entanto, a verdadeira raiz de onde אִשָּׁה (isha) é derivada, é diferente do seu masculino. A raiz é A.N.SH. (א.נ.ש) que significa fragilidade e delicadeza. Interessantemente, a palavra "fogo", אֵשׁ (esh) também repercute neste nome belo e complexo para "mulher" na Bíblia.

Cronologia de EVA

Sua criação por Deus.

  • Ela foi criada (assim como Adão) à imagem de Deus (Gn 1.27).
  • Ela foi tirada da costela de Adão (Gn 2.22).
  • Ela era casada com Adão (Gn 2.24,25).
  • Ela recebeu seu nome de Adão (Gn 3.20).
Sua corrupção por Satanás.
O motivo do seu pecado.
A falsidade - Satanás encorajou Eva a desobedecer a Deus e a comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, prometendo que ela não morreria (Gn 3.5).
A fascinação - Eva viu que a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e uma árvore desejável para dar entendimento (Gn 3.6).
A queda (Gn 3.6).

A reação a seu pecado.
  1. Ela tentou cobrir sua nudez (Gn 3.7).
  2. Ela tentou esconder-se de Deus (Gn 3.8).
  3. Ela tentou culpar a serpente (Gn 3.13).
Os resultados do seu pecado.
  1. Ela sofreria dor ao dar a luz (Gn 3.16).
  2. Ela seria governada pelo esposo (Gn 3.16).
Suas concepções por Adão.
  • Caim (Gn 4.1). A afirmação de Eva: Alcancei do SENHOR um varão.
  • Abel (Gn 4.2).
  • Sete (Gn 4.25). A afirmação de Eva: Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.
Sumário Teológico:

Jesus referiu-se a Adão e Eva em seus comentários sobre a santidade do casamento (Mt 19.4).
Paulo referiu-se a Eva em duas ocasiões.
  • Ele alertou os crentes de Corinto de que eles estavam correndo perigo de serem enganados pelos artifícios astutos das serpente, assim como Eva (2Co 11.3).
  • Ele explicou a lógica divina para colocar o homem acima da mulher (1Tm 2.13,14).
Dados
Esposo: Adão (Gn 2.23-25).
Filhos: Caim, Abel, Sete e outros, cujos nomes não são mencionados (Gn 4.1,2,25; 5.4).
Filhas: muitas, cujos nomes não são mencionados (Gn 5.4).
Citada pela primeira vez na Bíblia: Gênesis 3.20.
Citada pela última vez: 1Tm 2.13.
Significado do nome: "Vida, fonte de vida". Em hebraico: "Chavá" "mãe dos viventes"
Mencionada: quatro vezes.
Livros da Bíblia que citam Eva: três livros (Gênesis, 2 Coríntios, 1 Timóteo).
Lugar onde nasceu: dentro do jardim do Éden (Gn 2.15,21,22).
Detalhes importantes sobre a vida de Eva: ela foi a primeira mulher da história e o primeiro humano a cair em tentação (Gn 2.22; 1Tm 2.14).




O Messiado escondido


Pouco antes da famosa cena com a mulher Samaritana (João 4), é revelado que os "discípulos de Jesus foram até a cidade para comprar carne". Os detalhes parecem insignificantes. Mas, na verdade, esconde um dos segredos mais profundos do Messias!

Filho do homem ou Messias?

Quando Jesus perguntou a Pedro "Quem você diz que eu sou?" Pedro respondeu "O Cristo (Messias) de Deus" (Lucas 9:20-21) Jesus não se referia a si mesmo como Messias durante todo o seu ministério na terra. Ele se chamava de "Filho do homem". Além disso, ele proibiu que os outros falem do seu messiado. Por quê? De acordo com a tradição judaica, o Messias seria reconhecido primeiro e apenas depois seria revelado para aqueles que não o reconheceram.

Revelando o segredo

O único momento em que Jesus revela seu messiado, ele fala, não com um judeu, mas com uma mulher Samaritana. Ele disse "Eu sou ele (Messias), quem vos fala." (João 4:26) A Bíblia especifica que esta revelação aconteceu quando seus discípulos foram até a cidade. Apenas o contexto da tradição judaica explica porque era tão importante que não houvesse nenhuma pessoa judia por perto!

O Contexto Judaico do Novo Testamento

Esta história é um lindo exemplo de como o Novo Testamento testemunha suas raízes judaicas.

Até a próxima!
Fica na paz!

terça-feira, 8 de maio de 2018

O TEMOR DO SENHOR

Quando pronunciamos ou ouvimos a palavra “temor normalmente temos a sensação de receio, medo ou horror, uma vez que ela apresenta tal sentido. Todavia, o significado da mesma, em relação a Deus, não pode ser vista da mesma forma, haja vista que o relacionamento entre Deus e o homem jamais pode exprimir receio, medo ou horror, porque Deus é Pai (Criador), desejoso de manter comunhão constante com a sua criatura e, principalmente, com os seus filhos. O que a expressão “temor do Senhor” significa é nada mais nada menos do que um sincero e profundo sentimento de reverência  e respeito, capaz de estreitar o relacionamento do homem para com Deus. É evidente, que o temor do Senhor pelo homem se torna imprescindível para que haja comunhão.
Os versículos – “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”, Pv 1.7; “O que anda na retidão teme ao Senhor, mas o que anda em caminhos tortuosos, esse o despreza”, Pv 14.3; e “Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem”, Sl 103.11 – expressam muito bem este sentido, o do “temor do Senhor”.

O QUE SIGNIFICA TEMER A DEUS?

Temer a Deus, basicamente, é ter uma vida abnegada e tão somente voltada para os propósitos de Deus aqui na terra. Isto acontece com o homem temente ao Senhor porque o seu caráter foi moldado segundo o caráter do Senhor Jesus, por ocasião do seu ministério público entre os homens. Ele manifestou esta atitude temente, quando disse: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo não se faça a minha vontade e, sim, a tua”, Lc 22.42. Notemos o seguinte: Se quisermos que o Senhor Jesus, na pessoa do seu Espírito, se manifeste através de nós, então, temos a obrigatoriedade de assumir o seu caráter, através de atitudes e procedimentos semelhantes aos dEle; os nossos pensamentos tem que ser como os dEle. Pois, Jesus disse: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”, Jo 4.34. Pergunto: Será que nós, uma vez declarando abertamente para o mundo que somos servos do Senhor, fazemos da nossa comida a realização da vontade de Deus que nos enviou?! Estamos realmente realizando a sua obra?! Se, honestamente, confessamos que sim, então, positivamente, há temor a Deus em nossos corações!
Temos observado, ao longo do cristianismo, que muitos, infelizmente, dizem a si mesmos: a minha comida consiste em fazer a minha própria vontade, possuir aquele automóvel, comprar aquela casa, ocupar aquela posição, ter poder para fazer o que os meus olhos desejarem, etc. E, por isso mesmo, as igrejas são apenas uma caricatura da Igreja Primitiva, quando os homens e mulheres, por causa do temor do Senhor, se esvaziavam de si mesmos, abstinham-se de qualquer egoísmo ou ambição, porque o objetivo deles era fazer a vontade daquele que os enviou! Ah! Como seria este mundo, se o espírito de temor ao Senhor estivesse em cada cristão; especificamente naqueles que se propõe levar o Evangelho a toda criatura!
O cego que fora curado por Jesus disse para os judeus: “Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende”, Jo 9.31. Que o Espírito Santo, através desta meditação, faça derramar sobre nós não somente os seus dons, mas um sentimento sincero de reverência e respeito para com Ele, que é a base de uma conduta irrepreensível diante de Deus, a fim de servirmos como instrumentos de sua vontade aqui e agora! Em Nome de Jesus Cristo!

HOMENS TEMENTES A DEUS

O temor do Senhor Jamais será uma realidade em nós, enquanto prevalecer o egoísmo e as ambições pessoais. É preciso haver, de fato e de verdade, uma total renúncia do nosso querer, um desprendimento fora do normal para que isto aconteça. Aliás, esta é a grande luta que travamos a cada instante; é aquela velha batalha entre a carne e o espírito, conforme o apóstolo Paulo afirma: “Digo, porém: Andai no Espírito, e jamais satisfareis à concupiscência (desejo desenfreado) da carne. Porque a carne milita contra o Espírito , e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja o vosso querer”, Gl 5.16,17. Esta luta passa a não existir mais quando há um profundo temor ao Senhor, que foi a marca registrada nos corações de homens como Davi e Jó.

DAVI

A Bíblia fala que “O Senhor buscou para si um homem que lhe agrada, e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo…”, 1Sm 13.14. Daí, podemos verificar, de imediato, que o Senhor buscaprocura homens e mulheres para a realização do seu propósito, de sua vontade, enfim, alguém que Ele possa confiar responsabilidades aqui neste mundo; e, estas pessoas tanto desejadas por Deus precisam ter um caráter temente a Ele. Davi foi uma destas pessoas, que mais tarde teve o privilégio de provar isto, na ocasião em que era perseguido, injustamente, pelo rei Saul. Davi recusou-se a matá-lo nas duas oportunidades que Deus lhe concedera, simplesmente, porque considerava o rei Saul, um ungido do Senhor. Quer dizer, Davi não se lançou contra a vida do seu inimigo número um, porque temia Àquele que o havia determinado rei sobre Israel. Ora, que atitude mais relevante teria um homem do que esta?! Isto demonstrou para Deus o caráter de Davi, e esta foi a razão porque o Senhor falou a respeito dele: “…Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade”, At 13.22; 1 Sm 16.12; Sl 89.20. Que o Senhor Jesus venha achar em cada um de nós, pessoa segundo o Seu coração, e que faça a Sua Santa Vontade.
Tenho certeza de que Deus continua procurando uns como Davi neste século, para fazer maiores maravilhas do que fizera com o próprio Davi. Se, debaixo da Lei implacável, Davi foi aprovado, quanto mais a nós sob a graça do Espírito Santo, a autoridade e o poder do Nome de Jesus! Apenas precisamos de um coração verdadeiramente temente a Deus!

JÓ 

O livro de Jó inicia do seguinte modo: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desviava do mal”, Jó 1.1. Por esta apresentação do homem Jó, já dispensa qualquer comentário a respeito do seu caráter. A sua vida era tão gloriosa aos olhos de Deus, que quando acabavam os banquetes que seus filhos davam uns aos outros, “chama Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: talvez tenham pecado os meus filhos, e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim fazia Jó continuamente”, Jó 1.5. Por aí verificamos o temor a Deus por parte deste homem. E esta atitude o fez ser glorificado pelo próprio Deus diante de Satanás, quando disse: “Observaste a meu servo Jó? porque ninguém há na terra semelhante a Ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal”, Jó 1.8.
O ímpio quando lê o livro de Jó, observa apenas o que ele possuía e a sua perda, inclusive a dos seus filhos e da saúde; e depois o seu ganho em dobro. Mas o homem espiritual observa, sobretudo, o seu caráter diante de Deus. Que analisemos nessas vidas, à luz da vida de Jó, para que também um dia possamos ser glorificados pelo nosso Deus!
Até à próxima!
Fica na paz!

A Igreja e Jesus

O que Jesus anunciou à base do monte Hermon, próximo a Cesareia de Filipe?
A. A informação envolvida.
a) A sondagem de Cristo (Mt 16.13).
  • Os rumores (Mt 16.14,15).
  • O reconhecimento (Mt 16.16).
  • A revelação (Mt 16.17). Em seu relato sobre esse acontecimento, Lucas acrescenta uma frase significante – E aconteceu que, estando ele orando em particular, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou? (Lc 9.18). A frase aqui tem as palavras estando ele orando em particular. Qual era o conteúdo de Sua oração? Eu acredito, como se deduz a partir de Mateus 16.17, que o sentido pode muito bem ter sido: “Ó Pai, revela a Simão Pedro que sou muito mais do que o prometido Messias de Israel, que sou um Deus-homem eterno!“. Observe também a pergunta de Jesus (Mt 16.15) – E vós, quem dizeis que eu sou? Aqui fica óbvio que nosso Senhor está muito mais interessado no que Seus amigos pensam dele do que Seus inimigos!
b) A promessa de Cristo.
  • O que Jesus garantiria para Seus discípulos (Mt 16.18).
  • O que Ele diria para Seus discípulos (Mt 16.19).
  • A Paixão de Cristo (Mt 16.21).
  • A provocação de Cristo (Mt 16.22,23). Esse episódio é a única ocasião no Novo Testamento em que um crente refuta e repreende o Filho de Deus!
P. Por que Pedro repreendeu Jesus?
R. Por causa da profecia a respeito de Seu iminente sofrimento e morte.
P. Quem estava por trás de tudo?
R. Satanás.
P. Qual era a motivação de Satanás?
R. Foi a tentativa infernal de afastar Jesus do Calvário!
B. A interpretação envolvida.
a) Jesus estava edificando Sua Igreja sobre Pedro, e planejando torná-lo Seu primeiro Papa? Pode-se claramente afirmar que não.
  • Porque, mais tarde, Cristo deu as mesmas responsabilidade aos outros apóstolos que Ele aqui dá a Pedro. (Compare Mt 16.19 com Jo 20.22,23).
  • Porque o Novo Testamento, claramente, apresenta Cristo e somente Cristo como o fundamento de Sua Igreja (At 4.11,12; 1Co 3.11; 1Pe 2.4-8).
  • Porque o Novo Testamento, claramente, apresenta Cristo e somente Cristo como a cabeça de Sua Igreja (Ef 1.20-23; 5.23; Cl 1.18; 2.18,19).
  • Por causa da língua grega. Existe um trocadilho aqui. Jesus disse: Tu és Pedro [petros, uma pequena pedra], e sobre esta pedra [petra, um rochedo ou rocha maciça] edificarei a minha igreja.
  • Por causa do testemunho pessoal de Pedro (1Pe 5.1-4).
  • Porque Tiago, não Pedro, mais tarde presidiu a igreja em Jerusalém (At 15.13,19). Esses versículos em Atos dos Apóstolos 15 são especialmente importantes, pois, se o Conselho tivesse tornado obrigatório que os crentes gentios fossem circuncidados (como os cristãos judeus estavam insistindo), então, humanamente falando, o cristianismo poderia muito bem ter encolhido e morrido na videira bem ali! À luz desses fatos, se Pedro tivesse sido nomeado o primeiro papa, ele certamente teria falado com suprema autoridade contra esse legalismo mortal, mas foi Tiago, não Pedro, quem presidiu sobre o processo. Norman Geisler conclui: Que Pedro não teve uma autoridade única e duradoura fica claro observando vários fatores.
Primeiro, novamente, Jesus deu a mesma autoridade para ligar e desligar a todos os apóstolos (Mt 16.19; cf. 18.18).
Segundo, Pedro nem foi o responsável na reunião de Atos dos Apóstolos 15; Tiago conduziu o processo.
Terceiro, Pedro foi apenas um dos “pilares” da Igreja (Gl 2.9).
Quarto, ele foi apenas um dos “apóstolos” sobre os quais a Igreja foi edificada (Ef 2.20).
Quinto, ele foi repreendido pelo apóstolo Paulo, uma ação não condizente por parte de alguém de posição inferior (Gl 2.11).
Sexto, Pedro apresenta-se somente como um “apóstolo” em seus escritos (1Pe 1.1; 2Pe 1.2), apesar de serem chamados de Epístolas Gerais. Se somente ele tivesse autoridade sobre a Igreja, teria afirmado isso em uma Epístola Geral.
Sétimo, ele reconheceu o papel especial de Paulo na Igreja (Gl 1–2).
Oitavo, e finalmente, mesmo o comissionamento de Paulo para o serviço missionário não foi feito por Pedro, mas pela igreja [local] que estava em Antioquia (At 13.1-3). Assim, a visão católica romana que torna Pedro o principal e infalível no ensino oficial sobre a fé e prática não encontra base no Novo Testamento. (Systematic Theology. Volume Four.p.76-78,188).
b) O que, então, Cristo estava fazendo? Em Efésios 2, Paulo afirma que Cristo, como a pedra principal, estava estabelecendo o templo do Senhor por meio de Seus seguidores (Ef 2.19-22).
c) O que Ele quis dizer com as portas do inferno não prevalecerão contra ela? [relato de experiência do Dr. Harold L. Willmington autor do Guia para a Bíblia que leva seu nome. “Há alguns anos, eu estava em um concílio de ordenação e ouvi o candidato dizer:
“Senhores, Deus chamou-me para estabelecer uma igreja na área oeste do estado de Michigan. Pretendo alugar um pequeno prédio em uma vizinhança violenta, localizada entre uma taverna famosa e uma grande loja de bebidas alcoólicas. Mas eu não tenho medo, pois Jesus prometeu que os portões do inferno não prevalecerão contra Sua igreja!”
Fazendo justiça àquele jovem zeloso, não é isso o que nosso Senhor tinha em mente nessa passagem. Com certeza, Deus abrirá e fechará todas as portas de oposição ao trabalho do jovem pastor (veja At 18.9,10; 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl  4.3; Ap 3.8). Mas algo diferente é visto aqui, em Mateus 16.19.
O quê, então? Consiste: o pai (Paulo) e a mãe (Velma) do autor foram, por anos, membros fiéis de uma igreja local em Quincy, Illinois. Na verdade, como outros crentes, eles pertenciam a duas igrejas – a Igreja universal, que é o Corpo de Cristo (1 Co 12.12-27), e sua igreja local. Mas, quando levados para um pequeno cemitério em Quincy. O fato de terem morrido significa, então que não participarão daquelas gloriosas bodas descritas pelo apóstolo João? (Ap 19.6-9).
É claro que participarão, pois Jesus prometeu que Sua Igreja seria tão poderosa e permanente que nem mesmo a morte prevaleceria contra ela! Mas como essa vitória se concretizará?
Paulo explica: Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptível, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?(1Co 15.51-55).
Assim, em seus corpos ressurretos e glorificados, mamãe e papai estarão presentes quando a Noiva (a Igreja) se unirá ao seu amado Noivo (Cristo) naquele maravilhoso casamento!
d) Quais foram as chaves do Reino dos céus que Jesus deu a Pedro? Uma chave, é claro, destranca portas e torna disponível o que antes estava fechado. Nessa passagem, Jesus prediz que a Pedro seria dado o privilégio de abrir a porta da salvação a vários povos. Foi o que ele fez mais tarde.
  • Ele abriu a porta da oportunidade cristã para Israel, no Pentecostes (At 2.38-42).
  • Fez o mesmo pelos samaritanos (At 8.14-17).
  • Desempenhou seu ministério junto aos gentios na casa de Cornélio, em Cesareia (At 10).
e) O que Cristo quis dizer com ligar e desligar em Mateus 16.19? Essa autoridade foi dada a todos os apóstolos e até mesmo para outros crentes (veja Mt 18.18; Jo 20.22,23). W.A.Criswell explica a natureza passada e presente dessa autoridade de acordo com o grego:
No grego, o tempo do futuro perfeito é usado para expressar a dupla noção de uma ação terminada no passado, mas cujos efeitos ainda existem no presente: “Tendo sido ligado e ainda ligado”, e “tendo sido desligado e ainda desligado”. O significado é: se os discípulos agirem de forma apropriada como mordomos, estarão agindo de acordo com os princípios e propósitos da eleição ordenados e previamente no céu.
Em outras palavras, todas as ações do cristão cheio do Espírito, sejam de natureza positiva ou negativa, levarão consigo a tremenda autoridade do próprio céu. Assim, o ganhador de almas pode, com confiança, testemunhar para o não salvo.
  • Prometendo-lhe liberdade dos grilhões do pecado ao aceitar Jesus como Salvador.
  • Alertá-los sobre sua escravidão eterna para o pecado por recusar Jesus como Salvador.
Em que Mateus 16 é semelhante a Gênesis 11 e João 6?
A. Comparação entre Mateus 16 e Gênesis 11.
a) Os dois capítulos registram o início de uma igreja.
O texto de Gênesis 11.1-9 registra o origem da igreja de Satanás. Evidências arqueológicas têm provado que a torre de Babel, na verdade, era um templo religioso, provavelmente levantado para a adoração das estrelas.
b) Ambos os capítulos descrevem a forma que Deus tratou com essas igrejas.
  • A igreja de Satanás foi punida por Deus (Gn 11.8).
  • A Igreja de Cristo foi preservada por Deus (Mt 16.18).
  • A igreja de Satanás será destruída pelo anticristo durante a grande tribulação (Ap 17.16).
  • A Igreja de Cristo será libertada da grande tribulação pelo verdadeiro Cristo (1Ts 4.16,17).
B. Comparação entre Mateus 16 e João 6.
a) Ambos os capítulos registram o testemunho de Pedro.
  • O testemunho de João 6 (Jo 6.66-69).
  • O testemunho de Mateus 16 (Mt 16.16).
b) Os dois capítulos registram a traição do diabo.
  • A traição em João 6 (Jo 6.70,71).
  • A traição vista em Mateus 16 (Mt 16.23).
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