Israel Institute of Biblical Studies

sábado, 15 de dezembro de 2018

A CONSCIÊNCIA MESSIÂNICA DE JESUS




Com que título Jesus se apresentava aos seus compatriotas quando lhes anunciava o advento do Reino dos Céus? Qualquer evangélico medianamente  informado sabe que, desde o primeiro instante em que apareceu no cenário histórico, o Mestre se revelou, com inteira e total convicção, como o Messias. Por isso, o Seu nome: Jesus Cristo e em hebraico: Yeshua Hamachiah.
A palavra Messias é de origem hebraica e significa ungido. Os gregos a traduziram literalmente por Cristo. Entre os antigos hebreus, os reis eram consagrados com uma unção religiosa, conforme nos ensinam diversas passagens da Bíblia (Jz 9.8; 1Sm 10.1; 16.1,13; 1Rs 1.39; 2Rs 9.1-10).
Quando Jesus foi pedir a João Batista que o batizasse e quando inaugurou sua pregação, que conceito ele tinha de si mesmo? Será que naquela época já estavam claras e bem determinadas suas ideias acerca da natureza e das condições da missão para a qual se preparava para cumprir? Será que Jesus possuía plenamente a chamada consciência messiânica?
Estas questões, por tratarem de um fato histórico, têm de ser estudadas, antes de tudo, à luz dos documentos históricos e, consequentemente, no caso atual, à luz dos evangelhos, cuja autenticidade e veracidade são extremamente comprovadas.
Pois bem, para quem os ler atenta e parcialmente, os evangelhos são conclusivos neste aspecto. Os relatos da infância têm por finalidade principal e imediata mostrar em Jesus o Messias, aquele que muito tempo atrás havia sido prometido a Israel. As duas genealogias, o anúncio do anjo a Zacarias e depois a Maria, os episódios dos pastores de Belém e dos magos, a apresentação de Jesus no templo, os quatro cânticos... tudo isso é uma afirmação solene da dignidade messiânica de Jesus.
Por sua especialíssima significação, é digna de nota a resposta de Jesus à sua mãe e ao seu pai adotivo, quando o encontraram em meio aos doutores: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lc 2.49). Esta resposta contém uma revelação, direta e muito clara, da consciência messiânica do Salvador.
Depois de longos anos de vida na obscuridade, Jesus deixou Nazaré para inaugurar o ministério que lhe estava proposto. Nesta nova situação, Jesus manifesta seu pensamento sobre a missão que o Pai lhe havia confiado. Para conhecê-lo, estudaremos suas palavras, seus atos e também a conduta de seus discípulos e das turbas em relação a ele.
Contudo, para que nada percamos de sua força, importa-nos distinguir, na ordem do tema que a partir de agora trataremos, duas fases sucessivas da vida pública de Jesus. A primeira se estende do seu batismo até a confissão de Pedro, e dura uns dois anos. A segunda abrange desde a confissão de Pedro até a ascensão do Salvador aos céus. Ainda que esses dois períodos a convicção messiânica de Jesus se manifeste de modo muito diverso, ela não sofre variação alguma.
Na primeira fase, ou seja, durante a parte mais notável de sua atividade na Galileia, é certo que Jesus evitou apresentar-se abertamente como o Messias. Na segunda, com atenção aos relatos sagrados, comprovamos facilmente que ele agiu com grande reserva quanto à sua missão especial. É por isso que vemos, algumas vezes, ele ordenar imperiosamente que os possessos recém-libertados se mantivessem em silêncio e não proclamassem a dignidade dele (Mc 1.24,25; Lc 4.34,35; Mc 3.10-12). O mesmo pedia aos enfermos a quem curava (Mt 8.4; 9.30; 12.16; Mc 5.43; 7.36,37; 8.26).

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Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 24 de novembro de 2018

O DIA-A-DIA MINISTERIAL DE JESUS E DOS DISCÍPULOS



Com a volta dos peregrinos da Festa da Páscoa, começava uma nova fase do ano: o tempo da colheita. Ao som de cânticos, os ceifeiros agitavam as foices, cortavam a cevada e o trigo e os levavam para o pátio. As uvas começavam a amadurecer; os figos iam amolecendo e já podiam ser comidos, mas era necessário protegê-los dos ladrões e dos animais.
Quem não dormia no campo, para vigiar os montes de trigo, ficava de guarda, junto às vinhas. Os trabalhadores não cessavam de proferir exclamações de júbilo. Mas na metade do dia silenciavam por causa do calor e do mormaço. Ao entardecer, porém, o vento do ocidente trazia nova vida a todos e ao campo. A paisagem, ressequida, assumia um colorido cada vez mais cinzento e amarelado, quase esbranquiçado.
Durante essas semanas, como nos dois "silenciosos" meses do inverno, a vida pública descansa. O mesmo acontecia com as atividades praticadas por Jesus, que lhes dava um intervalo forçado todos os anos. Desta vez, porém, foi uma pausa determinada por outras circunstâncias que não as climáticas.
Considerado do ponto de vista de Jesus, o milagre da multiplicação dos pães foi uma última tentativa. O povo da Galileia não era susceptível a uma concepção mais elevada da missão messiânica. Os fatos demonstravam isso infelizmente. Por esse motivo, daí em diante, Jesus procurou evitar todo ajuntamento maior das multidões. Ele já não permanecia em um lugar, como até então fazia em Cafarnaum, por um espaço maior de tempo. Ao operar um milagre, fugia das aglomerações do povo.
Sua peregrinações seguiram um plano ziguezague inteiramente imprevisto. Os meses mais quentes do último verão que ele passou na Galileia foram empreendidos em viagens até as regiões dos gentios. Fez travessias aparentemente sem um objetivo especial pelo lago em outras excursões, entre as quais a subida ao monte da transfiguração.
Esquivando-se Jesus do contato das multidões, dedicou-se ainda mais à instrução e educação dos discípulos. Suas viagens às regiões dos gentios seriam, neste particular, de suma importância. Ao refugiar-se nessas áreas, Jesus ficou a sós; os fariseus não queriam expor-se ao perigo de contrair alguma impureza levítica, tendo de tratar com os gentios, e o povo simples geralmente não se apartava para muito longe de sua terra natal.
Assim foi que Jesus e seus discípulos atravessaram os limites da Palestina, seguindo para o norte, a partir do lago de Genesaré e pelo vale do Jordão. Os apóstolos que Jesus tinha conquistado junto ao lago, quando ainda ocupados com a pescaria, agora caminhavam com o Mestre pelas montanhas e podiam avistar lá embaixo, na planície, o rio, ora esgueirando-se por estreitas gargantas, ora correndo por campos pantanosos. À frente deles, erguia-se o Hermom que, na maior força do verão, ainda reluziam tanto as faixas de neve quanto as "costelas" de sua gigantesca encosta.
As águas, que iam sumindo na terra, por canais e furos subterrâneos, prorrompiam nos sopés das montanhas em grandes fontes que pareciam brotar das entranhas da terra. Junto às três maiores fontes de água, o tetrarca Filipe construíra uma cidade, e, para anular a influência judaica, o imperador romano dera a ela o nome de Cesareia de Filipo. Já seu pai, Herodes, mandara levantar um templo em honra ao deus Pã. Em todas as cercanias, o ar ressoava pelo ruído das águas que caíam nas grotas.
Os discípulos viviam como os galileus e os antigos negociantes de peixe. Eram espontâneos em seu contato com os gentios, mas não deixavam, entretanto, de estranhar a quantidade de templos e de estátuas de divindades gentias. Por suas vestes e fisionomia, os israelitas podiam ser imediatamente reconhecidos. E sabiam o que se dizia deles: "Esses homens que vêm aí não são ricos, pois sequer possuem animais para montar! Mas mendigos também não são".
De todos os lados, detrás das árvores e vinhas, dos centros das casas e esquinas, das janelas escuras, abertas nas paredes amareladas, muitos olhos os observavam.

Amém!
Até a próxima!

domingo, 26 de agosto de 2018

A arca de Noé e o batismo nas águas!



A arca de Noé: a ilustração de Pedro para o batismo!

Ilustração que Pedro faz do batismo usando a arca de Noé durante o dilúvio:

  • Noé e a sua família foram salvos pela água. Uma breve reflexão deixa imediatamente claro que a água teria destruído Noé e a sua família em vez de tê-los salvado caso eles não estivessem estado na arca. O dilúvio, que matou o restante da humanidade, tornou-se o meio intermediário de salvação quando levantou a arca. Se não fosse por isso, a arca e os seus habitantes logicamente teriam sido submersos, assim como sucedeu às montanhas e às edificações mais altas.
  • A cena da salvação em meio ao julgamento é retratada pelo batismo. Pedro escreveu: esta água, figurando o batismo, agora vos salva (1Pe 3.21 SBB). O termo grego traduzido como figurando é antitupon, de onde vem a transliteração da palavra antítipo. A água do batismo, portanto, é um antítipo da água do dilúvio. Portanto, ela nos salva da mesma forma que o dilúvio salvou Noé e a sua família. A água, que representa o julgamento e a morte, fez flutuar a arca para que os seus ocupantes não morressem afogados. Semelhantemente, quando entramos na água do batismo, um símbolo de julgamento e de morte, declaramos que fomos libertos da ira divina porque estamos seguros na arca, ou seja, em Cristo. Por intermédio da Sua morte na cruz, Ele levou sobre si o julgamento de Deus contra o pecado, e pela fé Nele somos conduzidos à segurança. Quando um crente é batizado, ele está dizendo que, por meio da sua união com Cristo, ele foi resgatado da condenação e da morte.
  • A água do batismo não é um agente purificador. O versículo diz: não a remoção da sujeira do corpo (1Pe 3.21 NVI). Em vez de ser um agente purificador, o batismo é o compromisso de uma boa consciência diante de Deus. A palavra grega traduzida como compromisso é eperotema, que significa "questão, solicitação ou compromisso". O último significado encaixa-se melhor à passagem, já que o batismo é uma declaração que o cristão faz da sua intenção de andar em novidade de vida (veja Rm 6.4). Este compromisso procede da sua consciência limpa como um pecador estrangeiro, liberto da culpa por meio da sua união com Jesus Cristo pela fé. Deus seja louvado eternamente, amém!
Fica na paz!
até a próxima!

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