Israel Institute of Biblical Studies

sábado, 24 de novembro de 2018

O DIA-A-DIA MINISTERIAL DE JESUS E DOS DISCÍPULOS



Com a volta dos peregrinos da Festa da Páscoa, começava uma nova fase do ano: o tempo da colheita. Ao som de cânticos, os ceifeiros agitavam as foices, cortavam a cevada e o trigo e os levavam para o pátio. As uvas começavam a amadurecer; os figos iam amolecendo e já podiam ser comidos, mas era necessário protegê-los dos ladrões e dos animais.
Quem não dormia no campo, para vigiar os montes de trigo, ficava de guarda, junto às vinhas. Os trabalhadores não cessavam de proferir exclamações de júbilo. Mas na metade do dia silenciavam por causa do calor e do mormaço. Ao entardecer, porém, o vento do ocidente trazia nova vida a todos e ao campo. A paisagem, ressequida, assumia um colorido cada vez mais cinzento e amarelado, quase esbranquiçado.
Durante essas semanas, como nos dois "silenciosos" meses do inverno, a vida pública descansa. O mesmo acontecia com as atividades praticadas por Jesus, que lhes dava um intervalo forçado todos os anos. Desta vez, porém, foi uma pausa determinada por outras circunstâncias que não as climáticas.
Considerado do ponto de vista de Jesus, o milagre da multiplicação dos pães foi uma última tentativa. O povo da Galileia não era susceptível a uma concepção mais elevada da missão messiânica. Os fatos demonstravam isso infelizmente. Por esse motivo, daí em diante, Jesus procurou evitar todo ajuntamento maior das multidões. Ele já não permanecia em um lugar, como até então fazia em Cafarnaum, por um espaço maior de tempo. Ao operar um milagre, fugia das aglomerações do povo.
Sua peregrinações seguiram um plano ziguezague inteiramente imprevisto. Os meses mais quentes do último verão que ele passou na Galileia foram empreendidos em viagens até as regiões dos gentios. Fez travessias aparentemente sem um objetivo especial pelo lago em outras excursões, entre as quais a subida ao monte da transfiguração.
Esquivando-se Jesus do contato das multidões, dedicou-se ainda mais à instrução e educação dos discípulos. Suas viagens às regiões dos gentios seriam, neste particular, de suma importância. Ao refugiar-se nessas áreas, Jesus ficou a sós; os fariseus não queriam expor-se ao perigo de contrair alguma impureza levítica, tendo de tratar com os gentios, e o povo simples geralmente não se apartava para muito longe de sua terra natal.
Assim foi que Jesus e seus discípulos atravessaram os limites da Palestina, seguindo para o norte, a partir do lago de Genesaré e pelo vale do Jordão. Os apóstolos que Jesus tinha conquistado junto ao lago, quando ainda ocupados com a pescaria, agora caminhavam com o Mestre pelas montanhas e podiam avistar lá embaixo, na planície, o rio, ora esgueirando-se por estreitas gargantas, ora correndo por campos pantanosos. À frente deles, erguia-se o Hermom que, na maior força do verão, ainda reluziam tanto as faixas de neve quanto as "costelas" de sua gigantesca encosta.
As águas, que iam sumindo na terra, por canais e furos subterrâneos, prorrompiam nos sopés das montanhas em grandes fontes que pareciam brotar das entranhas da terra. Junto às três maiores fontes de água, o tetrarca Filipe construíra uma cidade, e, para anular a influência judaica, o imperador romano dera a ela o nome de Cesareia de Filipo. Já seu pai, Herodes, mandara levantar um templo em honra ao deus Pã. Em todas as cercanias, o ar ressoava pelo ruído das águas que caíam nas grotas.
Os discípulos viviam como os galileus e os antigos negociantes de peixe. Eram espontâneos em seu contato com os gentios, mas não deixavam, entretanto, de estranhar a quantidade de templos e de estátuas de divindades gentias. Por suas vestes e fisionomia, os israelitas podiam ser imediatamente reconhecidos. E sabiam o que se dizia deles: "Esses homens que vêm aí não são ricos, pois sequer possuem animais para montar! Mas mendigos também não são".
De todos os lados, detrás das árvores e vinhas, dos centros das casas e esquinas, das janelas escuras, abertas nas paredes amareladas, muitos olhos os observavam.

Amém!
Até a próxima!

domingo, 26 de agosto de 2018

A arca de Noé e o batismo nas águas!



A arca de Noé: a ilustração de Pedro para o batismo!

Ilustração que Pedro faz do batismo usando a arca de Noé durante o dilúvio:

  • Noé e a sua família foram salvos pela água. Uma breve reflexão deixa imediatamente claro que a água teria destruído Noé e a sua família em vez de tê-los salvado caso eles não estivessem estado na arca. O dilúvio, que matou o restante da humanidade, tornou-se o meio intermediário de salvação quando levantou a arca. Se não fosse por isso, a arca e os seus habitantes logicamente teriam sido submersos, assim como sucedeu às montanhas e às edificações mais altas.
  • A cena da salvação em meio ao julgamento é retratada pelo batismo. Pedro escreveu: esta água, figurando o batismo, agora vos salva (1Pe 3.21 SBB). O termo grego traduzido como figurando é antitupon, de onde vem a transliteração da palavra antítipo. A água do batismo, portanto, é um antítipo da água do dilúvio. Portanto, ela nos salva da mesma forma que o dilúvio salvou Noé e a sua família. A água, que representa o julgamento e a morte, fez flutuar a arca para que os seus ocupantes não morressem afogados. Semelhantemente, quando entramos na água do batismo, um símbolo de julgamento e de morte, declaramos que fomos libertos da ira divina porque estamos seguros na arca, ou seja, em Cristo. Por intermédio da Sua morte na cruz, Ele levou sobre si o julgamento de Deus contra o pecado, e pela fé Nele somos conduzidos à segurança. Quando um crente é batizado, ele está dizendo que, por meio da sua união com Cristo, ele foi resgatado da condenação e da morte.
  • A água do batismo não é um agente purificador. O versículo diz: não a remoção da sujeira do corpo (1Pe 3.21 NVI). Em vez de ser um agente purificador, o batismo é o compromisso de uma boa consciência diante de Deus. A palavra grega traduzida como compromisso é eperotema, que significa "questão, solicitação ou compromisso". O último significado encaixa-se melhor à passagem, já que o batismo é uma declaração que o cristão faz da sua intenção de andar em novidade de vida (veja Rm 6.4). Este compromisso procede da sua consciência limpa como um pecador estrangeiro, liberto da culpa por meio da sua união com Jesus Cristo pela fé. Deus seja louvado eternamente, amém!
Fica na paz!
até a próxima!

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sábado, 18 de agosto de 2018

Desfrutando a Palavra nos grupos familiares!



DESFRUTANDO A PALAVRA - Nos grupos familiares!

  1. As Escrituras é um excelente instrumento para que pequenos grupos familiares se reúnam, a fim de estudá-la e lê-la devocionalmente e compartilhar experiências do desfrute da Palavra. Nós os chamamos de grupos familiares por terem um caráter informal e de cuidado mútuo entre seus participantes.
  2. Um grupo familiar pode ser formado por familiares, vizinhos ou por amigos que morem próximos a você, ou por seus colegas de faculdade, de escola ou de trabalho.
  3. Procure reunir-se periodicamente com os membros de seu grupo familiar para lerem juntos e compartilhar um texto bíblico anteriormente ruminado por você!
  4. Em conjunto, leiam as passagens sugeridas para cada dia, e leiam com oração o versículo do dia.
  5. Compartilhem entre si o ponto-chave de cada um, e procurem aplicar essa palavra à sua vida cotidiana, às dificuldades, á sua vida familiar e profissional. Torne a Palavra de Deus prática para você. Dessa maneira, todos participam ativamente e são edificados mutuamente.
  6. Aproveitem a oportunidade para orarem juntos por necessidades ou problemas pessoais.
  7. Sempre que possível traga convidados para a reunião do grupo familiar. Dessa maneira, mais pessoas poderão ser supridas pela Palavra de Deus.
  8. Caso não tenha amigos e familiares próximos, não desista! Persevere na leitura e no estudo, na oração e no jejum. Buscando o crescimento no conhecimento da Palavra e o Espírito Santo, no momento oportuno, irá trazer as pessoas com as quais você deverá interagir e compartilhar sua vida com o Senhor! Ele sabe quem são as pessoas que iremos ajudar e com quem Ele [Espírito Santo] quer falar através de nossa vida!
Que todos recebam vida em abundância!

Fica na paz!
Até a próxima!