INFÂNCIA DE JESUS

Depois da morte de Herodes, um arcanjo instruiu José a voltar para Israel (veja Os 11.1).

José obedeceu ao arcanjo. Contudo, Arquelau, filho de Herodes, tornou-se, então, o novo regente da Judeia. Por causa disso, o pai adotivo de Jesus achou melhor não se mudar para Belém. Em vez disso, ele e sua família fixaram-se em Nazaré, na Galileia (Mt 2.22,23).

Cumprimento de profecia do Antigo Testamento: Ele seria chamado de nazareno (compare Is 11.1 com Mt 2.23. É provável que Mateus esteja elaborando alguma conexão com a palavra Renovo [em hebraico, netser]).

Em Nazaré, Jesus cresceu e fortaleceu-se, cheio de sabedoria e do favor de Deus (Lc 2.40).

A primeira Páscoa vivida por Jesus e registrada na Bíblia ocorreu quando Ele tinha 12 anos de idade.

Ele não foi encontrado na caravana que retornara para Sua casa. Dias depois, foi finalmente encontrado no Templo, discutindo teologia com os sacerdotes (veja Is 11.1-4; 49.1,2; 50.4).

Os sábios professores ficaram admirados com o entendimento do menino (veja também Mt 7.28; Mc 1.22; Lc 4.22,32; Jo 7.15).

Nessa passagem, temos o primeiro registro bíblico de uma fala do Messias (Lc 2.49). Contraste as palavras do menino Jesus, nessa passagem, com aquelas que Ele enunciou ao caminhar do paraíso a Belém (Hb 10.5-7).

Jesus retornou para Nazaré com Maria e José e submeteu-se a eles como filho (veja Fp 2.5-8).

Cresceu em sabedoria e estatura, no favor de Deus e no dos homens.

Quando menino, Jesus certamente aprendeu as línguas hebraica, aramaica e grega. Posteriormente, Ele leria um manuscrito em hebraico (Lc 4), ensinaria as multidões falando em aramaico e conversaria com Pilatos empregando a língua grega.

Ele pode ter lido o Testamento dos Doze Patriarcas, uma narração não canônica do testemunho dos 12 filhos de Jacó. Certamente, Ele também se familiarizou com célebres livros judaicos sobre as leis e os escritos sagrados.

Nota: Seu crescimento teve quatro aspectos, tal como afirma Lucas 2.52:

  1. Em sabedoria (maturidade mental).
  2. Em estatura (maturidade física).
  3. No favor de Deus (maturidade espiritual).
  4. No favor dos homens (maturidade social).

Esse lugarejo chamado Nazaré, no norte da Palestina, era uma espécie de miniatura de Israel, pois a condição desse pequeno vilarejo proporcionava tanto um contato imediato com o mundo externo como uma relativa distância dele. Essa relação de distância e aproximação também caracterizava a nação israelita como um todo, pois a terra santa ficava na encruzilhada do mundo e, assim, separava-se dele por sua topografia peculiar, que confinava a maior parte do fluxo de viajantes nas baixadas, à distância do planalto onde a vida nacional dos hebreus centrava-se. Do alto da colina de Nazaré, o menino Jesus deve ter explorado, muitas vezes, o horizonte em todas as suas direções. Muitos viajantes testemunharam a visão magnífica que é possível ter desse lugar. A panorâmica incluía o mar Mediterrâneo no oeste, com o monte Carmelo e a planície de Sharon um pouco mais ao sul, o amplo vale de Jezreel e o monte Tabor ao norte, as colinas de Moré e o monte Gilboa no sul, com Samaria um pouco mais distante; tudo isso ao longo de uma linha quase perfeita do norte ao sul.  Em direção ao leste, além da depressão causada pelo mar da Galileia e do Jordão, levantam-se as colinas que marcam o começo da terra de Basã e Gileade. Ao norte, estende-se o terreno parcialmente escarpado da Galileia, com formações que adquirem a proporção de um planalto vistas ao longe e com o monte Hermom ao nordeste, cobrindo a cena.

Ruínas da antiga cidade de Nazaré-Israel

Nenhum filho da pátria israelita poderia deixar seus olhos explorarem essa visão panorâmica sem lembrar-se dos tribulados acontecimentos da história que estará eternamente associada ao seu povo: o triunfo de Elias contra os profetas de Baal, a vitória de Débora e Baraque, o aniquilamento dos midianitas por Gideão e sua tropa, a lamentada morte de Saul e Jônatas – esses e outros episódios facilmente emergiriam do passado, sendo reencenados pela imaginação. Sim, Nazaré era um lugar isolado, mas abria-se, pouco além de seu silêncio acolhedor, um mundo de afazeres humanos. O presente que esse lugar pôde dar imediatamente a Jesus foi a oportunidade de ter uma vista simples, enquanto mantinha a porta de entrada para os anos mais complexos e atarefados de Seu futuro ministério.

A vida econômica de Nazaré dependia da lavoura de seus campos de grãos e do cultivo de suas vinhas e bosques, que se estendiam acima e abaixo das colinas vizinhas. Embora Seu trabalho mantivesse-o no vilarejo, Jesus amava a vida ao ar livre e, frequentemente, deve ter escapado até o campo, em busca das visões e sons da natureza. Anos depois, quando escolheu deixar a companhia de Seus amigos para ter comunhão com o Pai, Ele permanecia fiel à influência do ambiente em que viveu Seus primeiros dias.

Monte HERMOM

A julgar por Suas parábolas, desde muito cedo, Jesus deve ter cultivado o hábito de observar o que ocorria ao redor dele. Ele notava que nem todas as sementes do semeador caíam em bom terreno. E sabia que uma boa árvore era necessária para garantir bons frutos.

Muitas vezes, Ele deve ter guardado grama seca no forno de Sua mãe para aquecê-lo e deixá-lo pronto para o cozimento, grama que a pouco tempo havia crescido nos campos. Talvez, Ele tenha observado Maria acender lamparinas e procurar cuidadosamente a moeda que havia caído das mãos dela e sumido da vista. Seja dentro ou fora de casa, Ele devia estar atento a tudo que lhe acontecia. Esse panorama do começo de Sua vida forneceu-lhe muitas ilustrações concretas da vida cotidiana no momento em que Ele levantou-se à frente da multidão e ensinou. (HARRISON, Everett F.A Short Life of Christ.p.56,57)

Até a próxima!

Fica na paz!

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