O que é Dispensação?

Texto de referência: Efésios 1.10

A palavra traduzida como dispensação aqui é oikonomia, um vocábulo que é empregado três vezes no texto grego de Efésios. O apóstolo escreve sobre:
  • A dispensação da plenitude dos tempos  (Ef 1.10).
  • A dispensação da graça de Deus (Ef 3.2).
  • A dispensação do mistério (Ef 3.9).
Nesse ponto, talvez seja útil definirmos brevemente o conceito de dispensacionalismo conforme foi desenvolvido por Paulo.
As palavras gregas oikonomia e oikonomos são encontradas cerca de 19 vezes no Novo Testamento. Essas palavras gregas são traduzidas como diversas palavras em português:
  • Repartidor, mordomo ou despenseiro (Lc 12.42; 16.1,3,8; 1Co 4.1,2; Tt 1.7; 1Pe 4.10).
  • Mordomia (Lc 16.2-4).
  • Dispensação (1Co 9.17; Ef 1.10; 3.2; Cl 1.25).
  • Comunhão (Ef 3.9).
  • Edificação (1Tm 1.4).

A palavra dispensação tem sido definida de diversas maneiras:

  • É um período de tempo durante o qual o homem é testado com respeito à obediência a algumas revelações específicas da vontade de Deus. (Scofield Bible)

Logo, a ideia central na palavra dispensação é a de conduzir ou administrar os negócios de uma família.

Quanto ao uso do vocábulo nas Escrituras, o termo dispensação pode ser definido como mordomia, administração, supervisão ou direção da propriedade de outros. Como já vimos, isso envolve responsabilidade, prestação de contas e fidelidade por parte do mordomo. […]Uma dispensação é fundamentalmente um acordo de mordomia, e não um período de tempo (embora esse acordo obviamente deva vigorar por certo período de tempo)[…]. Uma dispensação é basicamente o acordo envolvido, e não o tempo envolvido; uma definição apropriada terá de levar isso em consideração. Uma definição concisa é a seguinte: “Uma dispensação é uma economia distinguível na realização do propósito de Deus”. (RYRIE, Charles. Dispensationalism.p.25,29,31).
Resumindo: O dispensacionalismo vê o mundo como uma família dirigida por Deus. Deus está dispensando ou administrando as questões deste mundo-família de acordo com a Sua própria vontade e por meio de vários estágios de revelação no decorrer da história. Esses diversos estágios marcam economias distintamente diferentes na realização do Seu propósito total, e essas economias são as dispensações.
Uma dispensação é o período de tempo que expressa o ponto de vista divino sobre a história humana. Em outras palavras, dispensações são categorias da história humana, o sumário divino da história, a interpretação divina da história humana. (THIEME, R.B. Dispensations.p.8).
As divisões do dispensacionalismo: diferentes números de dispensações têm sido sugeridos. Algumas pessoas veem quatro. Scofield oferece sete. A lista a seguir sugere nove.

  • A dispensação da inocência: da criação do homem à sua queda (Gn 1.26–3.6).
  • A dispensação da consciência: da queda do homem ao dilúvio (Gn 3.7–6.7).
  • A dispensação do governo civil: do dilúvio à dispensação de Babel (Gn 6.8–11.9).
  • A dispensação da promessa, ou governo patriarcal: de Babel ao monte Sinai (Gn 11.10–Êx 18.27).
  • A dispensação da Lei Mosaica: do monte Sinai ao Dia de Pentecostes (Êx 19.1–At 1.26).
  • A dispensação da Noiva do Cordeiro — a Igreja: do Dia de Pentecostes ao arrebatamento (At 2.1–Ap 5.14).
  • A dispensação da ira do Cordeiro – a tribulação: do arrebatamento à segunda vinda [de Jesus] (Ap 6.1–20.3).
  • A dispensação do governo do Cordeiro – o milênio: da segunda vinda ao julgamento do grande trono branco (Ap 20.4-15).
  • A dispensação da nova criação do Cordeiro – o mundo sem fim: do julgamento do grande trono branco por toda a eternidade (Ap 21.1–22.21).

Mantendo esse sumário em mente, podemos ver que, em Efésios 1.10; 3.2,9, Paulo está descrevendo a sexta dispensação, ou seja, a dispensação da Igreja.

Até a próxima!
Fica na paz!

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