A Igreja e Jesus

Jesus no MonteO que Jesus anunciou à base do monte Hermon, próximo a Cesareia de Filipe?

A. A informação envolvida.

a) A sondagem de Cristo (Mt 16.13).

  • Os rumores (Mt 16.14,15).
  • O reconhecimento (Mt 16.16).
  • A revelação (Mt 16.17). Em seu relato sobre esse acontecimento, Lucas acrescenta uma frase significante – E aconteceu que, estando ele orando em particular, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou? (Lc 9.18). A frase aqui tem as palavras estando ele orando em particular. Qual era o conteúdo de Sua oração? Eu acredito, como se deduz a partir de Mateus 16.17, que o sentido pode muito bem ter sido: “Ó Pai, revela a Simão Pedro que sou muito mais do que o prometido Messias de Israel, que sou um Deus-homem eterno!“. Observe também a pergunta de Jesus (Mt 16.15) – E vós, quem dizeis que eu sou? Aqui fica óbvio que nosso Senhor está muito mais interessado no que Seus amigos pensam dele do que Seus inimigos!

b) A promessa de Cristo.

  • O que Jesus garantiria para Seus discípulos (Mt 16.18).
  • O que Ele diria para Seus discípulos (Mt 16.19).
  • A Paixão de Cristo (Mt 16.21).
  • A provocação de Cristo (Mt 16.22,23). Esse episódio é a única ocasião no Novo Testamento em que um crente refuta e repreende o Filho de Deus!

P. Por que Pedro repreendeu Jesus?

R. Por causa da profecia a respeito de Seu iminente sofrimento e morte.

P. Quem estava por trás de tudo?

R. Satanás.

P. Qual era a motivação de Satanás?

R. Foi a tentativa infernal de afastar Jesus do Calvário!

B. A interpretação envolvida.

a) Jesus estava edificando Sua Igreja sobre Pedro, e planejando torná-lo Seu primeiro Papa? Pode-se claramente afirmar que não.

  • Porque, mais tarde, Cristo deu as mesmas responsabilidade aos outros apóstolos que Ele aqui dá a Pedro. (Compare Mt 16.19 com Jo 20.22,23).
  • Porque o Novo Testamento, claramente, apresenta Cristo e somente Cristo como o fundamento de Sua Igreja (At 4.11,12; 1Co 3.11; 1Pe 2.4-8).
  • Porque o Novo Testamento, claramente, apresenta Cristo e somente Cristo como a cabeça de Sua Igreja (Ef 1.20-23; 5.23; Cl 1.18; 2.18,19).
  • Por causa da língua grega. Existe um trocadilho aqui. Jesus disse: Tu és Pedro [petros, uma pequena pedra], e sobre esta pedra [petra, um rochedo ou rocha maciça] edificarei a minha igreja.
  • Por causa do testemunho pessoal de Pedro (1Pe 5.1-4).
  • Porque Tiago, não Pedro, mais tarde presidiu a igreja em Jerusalém (At 15.13,19). Esses versículos em Atos dos Apóstolos 15 são especialmente importantes, pois, se o Conselho tivesse tornado obrigatório que os crentes gentios fossem circuncidados (como os cristãos judeus estavam insistindo), então, humanamente falando, o cristianismo poderia muito bem ter encolhido e morrido na videira bem ali! À luz desses fatos, se Pedro tivesse sido nomeado o primeiro papa, ele certamente teria falado com suprema autoridade contra esse legalismo mortal, mas foi Tiago, não Pedro, quem presidiu sobre o processo. Norman Geisler conclui: Que Pedro não teve uma autoridade única e duradoura fica claro observando vários fatores.

Primeiro, novamente, Jesus deu a mesma autoridade para ligar e desligar a todos os apóstolos (Mt 16.19; cf. 18.18).

Segundo, Pedro nem foi o responsável na reunião de Atos dos Apóstolos 15; Tiago conduziu o processo.

Terceiro, Pedro foi apenas um dos “pilares” da Igreja (Gl 2.9).

Quarto, ele foi apenas um dos “apóstolos” sobre os quais a Igreja foi edificada (Ef 2.20).

Quinto, ele foi repreendido pelo apóstolo Paulo, uma ação não condizente por parte de alguém de posição inferior (Gl 2.11).

Sexto, Pedro apresenta-se somente como um “apóstolo” em seus escritos (1Pe 1.1; 2Pe 1.2), apesar de serem chamados de Epístolas Gerais. Se somente ele tivesse autoridade sobre a Igreja, teria afirmado isso em uma Epístola Geral.

Sétimo, ele reconheceu o papel especial de Paulo na Igreja (Gl 1–2).

Oitavo, e finalmente, mesmo o comissionamento de Paulo para o serviço missionário não foi feito por Pedro, mas pela igreja [local] que estava em Antioquia (At 13.1-3). Assim, a visão católica romana que torna Pedro o principal e infalível no ensino oficial sobre a fé e prática não encontra base no Novo Testamento. (Systematic Theology. Volume Four.p.76-78,188).

b) O que, então, Cristo estava fazendo? Em Efésios 2, Paulo afirma que Cristo, como a pedra principal, estava estabelecendo o templo do Senhor por meio de Seus seguidores (Ef 2.19-22).

c) O que Ele quis dizer com as portas do inferno não prevalecerão contra ela? [relato de experiência do Dr. Harold L. Willmington autor do Guia para a Bíblia que leva seu nome. “Há alguns anos, eu estava em um concílio de ordenação e ouvi o candidato dizer:

“Senhores, Deus chamou-me para estabelecer uma igreja na área oeste do estado de Michigan. Pretendo alugar um pequeno prédio em uma vizinhança violenta, localizada entre uma taverna famosa e uma grande loja de bebidas alcoólicas. Mas eu não tenho medo, pois Jesus prometeu que os portões do inferno não prevalecerão contra Sua igreja!”

Fazendo justiça àquele jovem zeloso, não é isso o que nosso Senhor tinha em mente nessa passagem. Com certeza, Deus abrirá e fechará todas as portas de oposição ao trabalho do jovem pastor (veja At 18.9,10; 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl  4.3; Ap 3.8). Mas algo diferente é visto aqui, em Mateus 16.19.

O quê, então? Consiste: o pai (Paulo) e a mãe (Velma) do autor foram, por anos, membros fiéis de uma igreja local em Quincy, Illinois. Na verdade, como outros crentes, eles pertenciam a duas igrejas – a Igreja universal, que é o Corpo de Cristo (1 Co 12.12-27), e sua igreja local. Mas, quando levados para um pequeno cemitério em Quincy. O fato de terem morrido significa, então que não participarão daquelas gloriosas bodas descritas pelo apóstolo João? (Ap 19.6-9).

É claro que participarão, pois Jesus prometeu que Sua Igreja seria tão poderosa e permanente que nem mesmo a morte prevaleceria contra ela! Mas como essa vitória se concretizará?

Paulo explica: Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptível, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?(1Co 15.51-55).

Assim, em seus corpos ressurretos e glorificados, mamãe e papai estarão presentes quando a Noiva (a Igreja) se unirá ao seu amado Noivo (Cristo) naquele maravilhoso casamento!

d) Quais foram as chaves do Reino dos céus que Jesus deu a Pedro? Uma chave, é claro, destranca portas e torna disponível o que antes estava fechado. Nessa passagem, Jesus prediz que a Pedro seria dado o privilégio de abrir a porta da salvação a vários povos. Foi o que ele fez mais tarde.

  • Ele abriu a porta da oportunidade cristã para Israel, no Pentecostes (At 2.38-42).
  • Fez o mesmo pelos samaritanos (At 8.14-17).
  • Desempenhou seu ministério junto aos gentios na casa de Cornélio, em Cesareia (At 10).

e) O que Cristo quis dizer com ligar e desligar em Mateus 16.19? Essa autoridade foi dada a todos os apóstolos e até mesmo para outros crentes (veja Mt 18.18; Jo 20.22,23). W.A.Criswell explica a natureza passada e presente dessa autoridade de acordo com o grego:

No grego, o tempo do futuro perfeito é usado para expressar a dupla noção de uma ação terminada no passado, mas cujos efeitos ainda existem no presente: “Tendo sido ligado e ainda ligado”, e “tendo sido desligado e ainda desligado”. O significado é: se os discípulos agirem de forma apropriada como mordomos, estarão agindo de acordo com os princípios e propósitos da eleição ordenados e previamente no céu.

Em outras palavras, todas as ações do cristão cheio do Espírito, sejam de natureza positiva ou negativa, levarão consigo a tremenda autoridade do próprio céu. Assim, o ganhador de almas pode, com confiança, testemunhar para o não salvo.

  • Prometendo-lhe liberdade dos grilhões do pecado ao aceitar Jesus como Salvador.
  • Alertá-los sobre sua escravidão eterna para o pecado por recusar Jesus como Salvador.

Em que Mateus 16 é semelhante a Gênesis 11 e João 6?

A. Comparação entre Mateus 16 e Gênesis 11.

a) Os dois capítulos registram o início de uma igreja.

a torre de babel

O texto de Gênesis 11.1-9 registra o origem da igreja de Satanás. Evidências arqueológicas têm provado que a torre de Babel, na verdade, era um templo religioso, provavelmente levantado para a adoração das estrelas.

b) Ambos os capítulos descrevem a forma que Deus tratou com essas igrejas.

  • A igreja de Satanás foi punida por Deus (Gn 11.8).
  • A Igreja de Cristo foi preservada por Deus (Mt 16.18).
  • A igreja de Satanás será destruída pelo anticristo durante a grande tribulação (Ap 17.16).
  • A Igreja de Cristo será libertada da grande tribulação pelo verdadeiro Cristo (1Ts 4.16,17).

B. Comparação entre Mateus 16 e João 6.

a) Ambos os capítulos registram o testemunho de Pedro.

  • O testemunho de João 6 (Jo 6.66-69).
  • O testemunho de Mateus 16 (Mt 16.16).

b) Os dois capítulos registram a traição do diabo.

  • A traição em João 6 (Jo 6.70,71).
  • A traição vista em Mateus 16 (Mt 16.23).

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