Como deve ser o verdadeiro discipulado?

Na primeira metade do Evangelho de João, é apresentada uma série de pessoas cujo discipulado serve de verdadeiro exemplo (ver Jo 1.19-51; 4.1-42; 9.1-41). Tomadas em conjunto, João fornece o perfil de um seguidor (ou discípulo) maduro de Cristo.

O que seria esse perfil de discípulo? Discípulos sabem quem o Mestre é. Em cada história, alguns títulos para Jesus identificam-no corretamente (ver, por exemplo, Jo 1.34,36,38,41; 4.19). Os discípulos creem em Jesus; veem Seus milagres, ouvem Seus profundos ensinamentos e acreditam nele (ver Jo 4.39-41; 9.35-38). Os discípulos de Cristo entendem que eles devem segui-lo para que seu discipulado seja bem-sucedido. Segui-lo implica devoção genuína, deixando para trás o que quer que seja para abraçar uma jornada com Jesus (Jo 1.37-43; 8.12; 21.19-22).

Estudando João 8.58,59
Quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente e ordenou que ele voltasse ao Egito para libertar os hebreus, Moisés perguntou-lhe o Seu nome. E disse Deus a Moisés: “Eu Sou o Que Sou […] este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração” (Êx 3.14,15).
Então, a resposta de Jesus aos judeus – descendentes de hebreus – provavelmente era a afirmação mais clara que Ele fez quanto à Sua identidade, “antes que Abraão existisse, eu Sou” [(Jo 8.58)]. O Mestre inegavelmente, proclamou Sua divindade, e os judeus sabiam disso (veja Jo 10.33). É por isso que pegaram “em pedras para o apedrejarem” [(Jo 10.31)].
A afirmação de Cristo exige uma resposta; não pode ser ignorada. Tudo depende da identidade de Jesus. Se o Evangelho de João não for confiável como história, então a credibilidade da Bíblia está em questão. Mas, se for verdade, e Jesus, realmente, alegou ser Deus, então devemos escolher acreditar em tudo que Ele falou ou ficarmos satisfeito por Ele ter morrido.
Os líderes judeus tentaram matar o Mestre por Ele alegar ser Deus. Mas, “Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos” (Jo 8.31).

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