AS INJUSTIÇAS DOS SETE JULGAMENTOS DE JESUS

AS INJUSTIÇAS DOS SETE JULGAMENTOS DE JESUS

Havia dois sistemas legais que condenaram Cristo: o judeu e o romano, os mesmos dois sistemas que fundamentam a jurisprudência moderna. A prisão e os procedimentos que ocorreram nos termos de Anás, Caifás e do Sinédrio foram balizados pela lei judaica; os procedimentos sob Pilatos e Herodes foram realizados conforme o direito romano. O julgamento judaico foi ilegal em diversos aspectos:
  1. O juiz não foi imparcial e não protegeu o réu. Não há evidência que o quórum de 23 juízes tomou parte na prisão; e eles foram hostis (Mt 26.62,63).
  2. A prisão foi ilegal porque foi realizada sem nenhuma acusação formal.
  3. Em julgamentos criminais, todas as sessões deveriam ser iniciadas e realizadas durante o dia. Sessões noturnas eram ilegais.
  4. Um veredito de culpado não podia ser apresentado no mesmo dia que a conclusão do julgamento. O veredito deveria ser apresentado no dia seguinte.
  5. A busca por falsos testemunhos era ilegal (Mt 26.59; Mc 14.56; Jo 11.53).
  6. Nenhum réu podia incriminar a si mesmo, mas os acusadores buscaram réplicas e admissões de Cristo para condená-lo (Mt 26.63-66; Jo 18.19).
  7. Nenhuma evidência legal foi apresentada contra Ele.
Depois de Pilatos ter declarado Cristo inocente (Mt 27.24), seus atos subsequentes foram todos contrários à letra e ao espírito do direito romano.
  • Eles cuspiram em Sua face (Mt 27.26,30).
  • Eles golpearam-no com seus punhos.
  • Eles venderam-no e zombaram dele.
Jesus foi formalmente condenado pelo Sinédrio (Mt 27.1,2; Mc 15.1; Lc 22.66–23.1).
O Sinédrio perguntou a Jesus o mesmo que Caifás perguntara: Se tu és o Cristo, dize-nos. Mas Jesus sabia que eles não estavam fazendo essa pergunta pelas razões certas, e respondeu: Se vo-lo disser, não o crereis.
Jesus repetiu as palavras que deixaram Caifás nervoso: Desde agora, o Filho do Homem se assentará à direita do poder de Deus.
O Sinédrio ouviu, nessas palavras, a mesma reivindicação que Caifás ouvira anteriormente, e então perguntou: Logo, és tu Filho de Deus? Ao que Jesus concedeu: Vós dizeis que eu sou.
O Sinédrio respondeu da mesma forma que Caifás: De que mais testemunho necessitamos? Pois nós mesmos o ouvimos da sua boca.

Pilatos e os judeus:
Pilatos exigiu saber o que Jesus havia feito.
Os judeus evitaram a questão, dizendo apenas que Ele era um malfeitor.
Pilatos recusou-se a tomar qualquer ação a não ser que as acusações específicas fossem feitas.
Os judeus, então, apresentaram suas queixas, pois perceberam que a pena de morte não seria possível sem a permissão de Pilatos.
Jesus foi indiciado com três acusações.
  • Ele perverteu a nação de Israel. Isso era falso. (Veja Mt 5.17)
  • Ele proibiu o pagamento de tributos a César. Isso também era falso. (Veja Mt 22.21)
  • Ele afirmava ser o Messias prometido. Isso era verdade. (Veja Jo 4.26)
Pilatos e o Salvador:
Pilatos perguntou a Jesus se Ele era o Rei dos Judeus.
Jesus respondeu que era, mas que Seu Reino não era daquele mundo, senão Seus auxiliadores lutariam para salvar Sua vida.
Jesus disse a Pilatos que veio ao mundo para dar testemunho da verdade.
Pilatos perguntou a Jesus: Que é a verdade? Mas virou-se antes que o Salvador pudesse responder.

Pilatos e os judeus:
Pilatos disse aos judeus que estavam à sua espera que ele não encontrava crime algum em Jesus.
Os judeus responderam que Jesus havia incitado problemas desde a Galileia até Jerusalém.
Pilatos, ouvindo que Jesus era da Galileia, entregou-o à jurisdição de Herodes, que também estava em Jerusalém na época.
Herodes estava extremamente alegre por ver Jesus.
Ele ouvira muitas coisas sobre Jesus e desejava vê-lo havia muito tempo.
Ele esperava que Jesus realizasse algum prodígio para sua diversão.
Herodes fez muitas perguntas a Jesus, mas o Salvador não lhe respondeu palavra alguma.
A seguir, Herodes ridicularizou e zombou de Jesus, vestindo-o com uma roupa resplandecente.
Jesus foi enviado de volta para Pilatos por ordem de Herodes.
Pilatos e Herodes usaram essa ocasião para resolver uma inimizade entre eles, e, a partir de então, tornaram-se amigos.
Pilatos colocou Jesus diante dos judeus, oferecendo apenas castigá-lo e libertá-lo.
Pilatos lembrou os judeus que nem ele mesmo nem Herodes encontrou qualquer crime em Jesus.
Ele lembrou-se do costumes de Páscoa no qual um prisioneiro judeu era liberado.
Ele foi advertido por uma sóbria mensagem de sua esposa: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.
Pilatos colocou Jesus e Barrabás em frente aos judeus, oferecendo para soltar um deles.
Os judeus escolheram Barrabás, ao invés de Jesus. É irônico que o nome Barrabás significa “filho do pai”. Pilatos, então, colocou diante da multidão vociferante. Ambos eram “filhos do pai”.
Barrabás era um prisioneiro conhecido.
Ele era um ladrão, assassino e amotinador.
Os judeus exigiram a crucificação de Jesus.
Pilatos ainda desejava soltar Jesus, e lembrou os judeus pela terceira vez que nenhuma culpa podia ser vista nele.
Ele fez com que Jesus fosse açoitado pelos soldados em uma tentativa de apaziguar os judeus.
Os soldados ridicularizaram Jesus e colocaram uma coroa de espinhos em Sua cabeça, golpeando-o enquanto faziam isso.
Os líderes sanguinários não se comoveram e continuaram a exigir Sua morte, alegando que Ele fizera de si mesmo o Filho de Deus.Pilatos foi tomado por medo e questionou Jesus privadamente.
Ele lembrou o Senhor que ele tinha o poder de soltá-lo ou crucificá-lo.
Jesus lembrou-lhe que ele não tinha nenhum poder exceto aquele que lhe era dado de cima.
Os judeus que estavam aguardando ameaçaram Pilatos: Se soltas este, não és amigo do César! Ao que Pilatos respondeu: Hei de crucificar o vosso rei? Os judeus, então, declararam sua aliança: Não temos rei, senão o César.
Pilatos percebeu a situação desesperadora e, temendo uma revolta, lavou suas mãos diante da multidão. A multidão tomou responsabilidade pela morte de Jesus.
Pilatos oficialmente condenou Jesus e liberou Barrabás.

Á CORTE DA GUARDA PRETORIANA (Mt 27.27-31; Mc 15.16-20)

Os soldados reuniram-se para confrontar Jesus.

  • Eles despiram-no
  • Eles vestiram-no de púrpura e colocaram sobre Ele um manto escarlate.
  • Eles colocaram uma coroa de espinhos sobre Sua cabeça.
  • Eles colocaram uma cana em Sua mão direita.
  • Eles colocaram-se de joelhos, simulando uma reverência.
  • Eles ridicularizaram-no, dizendo: Salve, Rei dos judeus!
  • Eles cuspiram nele, e golpearam Sua cabeça com a cana.

Os soldados colocaram suas próprias roupas nele, e conduziram-no para a crucificação
Os soldados forçaram um homem chamado Simão a carregar a cruz de Jesus para o Calvário (Mt 27.32; Mc 15.21; Lc 23.26).
Um grupo de mulheres aflitas seguiu Jesus e ouviu Suas palavras de conforto (Lc 23.27-29).
Jesus crucificado (Mt 27.34,35; Mc 15.24; Lc 23.33; Jo 19.18).
Ele foi colocado entre dois ladrões (Mt 27.38; Mc 15.27; Lc 23.32,33). Profecia do Antigo Testamento (compare Is 53.12 com Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc 22.37).

Foi-lhe oferecido vinagre misturado com fel, mas Ele recusou (Mt 27.34; Mc 15.23). Ou vinho misturado com mirra – dependendo da tradução. – Era costumeiro dá-la às vítimas da crucificação, para que suas dores fossem suavizadas. Por quanto tempo amortecia as dores, não sabemos dizê-lo, mas provavelmente não conseguia efeito de grande duração. Profecia do Antigo Testamento: dariam vinagre para Ele beber [compare Sl 69.21 com Mt 27.34,48; Jo 19.28-30]).
Pilatos faz uma inscrição em hebraico, grego e latim e coloca acima da cabeça de Jesus na cruz (Mt 27.37; Mc 15.26; Lc 23.38; Jo 19.19-22).
Os judeus ficaram descontentes e exigiram que Pilatos mudasse a inscrição.
Pilatos recusou-se, dizendo: O que escrevi escrevi. Os soldados lançaram a sorte sobre Sua túnica, que era uma peça única sem costuras (Mt 27.35; Lc 23.34; Jo 19.23,24). Cumprimento de profecia do Antigo Testamento (compare Sl 22.18 com Lc 23.34; Jo 19.23,24).
De acordo com a cronologia comumente aceita, nosso Senhor foi colocado na cruz em uma sexta-feira de abril, às nove horas da manhã. Ele sofreu por aproximadamente seis horas e doou Seu espírito às três horas da tarde, hora nona, no calendário judeu. Certamente, essas são as seis horas mais importantes da história humana, passadas sobre uma colina solitária nos arredores de uma cidade.
Curiosidade:
Atente-se para o contraste aqui:

  • De manhã, o ladrão foi pregado à cruz. À noite, ele estava usando uma coroa.
  • De  manhã, ele era um inimigo de César. À noite, ele era um amigo de Deus.
  • Durante a manhã, ele foi desprezado pelos homens. À noite, ele estava em companhia dos anjos.
  • De manhã, ele morreu como um criminoso na terra. À noite, ele viveu como cidadão dos céus.

A Salvação só é possível pela graça mediante a fé. Essa conversão do bandido desafia muitas crenças:

  • Sacramentalismo: a crença de que objetos específicos são essenciais para conferir a graça necessária para o fiel fazer-se justo diante de Deus.

Sua salvação não dependeu de crisma, batismo, comunhão ou adesão à igreja.

  • Regeneração batismal: a crença de que fiéis recebem uma nova vida de Deus.
  • Purgatório: um lugar intermediário para o qual todas as pessoas vão após a morte antes de ser determinado seu destino eterno no céu ou no inferno.
  • Universalismo: a crença de que todas as pessoas, eventualmente com Deus e viverão eternamente com o Altíssimo no céu.

Jesus prometeu o paraíso para apenas um ladrão.
Apesar de tudo que Deus pode fazer, alguns rejeitarão a salvação. O outro ladrão morreu, e perdeu-se pela eternidade. Aqui, vemos três homens.

  • Um estava morrendo pelo pecado — o Salvador
  • Um estava morrendo do pecado — o ladrão arrependido.
  • Um estava morrendo em pecado — o ladrão perdido.

Todos os tipos de pessoas estavam representadas na cruz. Estavam representados os indiferentes (E o povo estava olhando, Lc 23.35); os religiosos (Os príncipes zombavam dele, Lc 23.35); os materialistas ( os soldados repartindo as suas vestes, lançaram sortes, Lc 23.34); e os buscavam sinceramente a Deus (Senhor, lembra-te de mim, Lc 23.42). A cruz é, verdadeiramente, o julgamento desse mundo (veja Jo 12.31).


Jesus foi crucificado em fraqueza, mas ressuscitou em poder: 1Co 13.4a; Rm 6.4.
Depois de ressuscitado, Jesus voltou para a destra do Pai o readquiriu em sua forma plena aquela glória que sempre lhe pertenceu.
Estevão foi testemunha dessa glória: At 7.55.
A glória de Cristo é festejada permanentemente no céu: Ap 5.8,9.
Você vai gostar de ler: Pilatos- Um prefeito atrapalhado
Até a próxima!
Fica na paz!

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