Por que a atividade de cantar, no céu, recebe um lugar tão importante nas Escrituras?

Por que a atividade de cantar, no céu, recebe um lugar tão importante nas Escrituras?
“Todos , no céu, parecem cantar”.
(Por: John Gilmore: saxofonista tenor de jazz conhecido por seu longo tempo na Sun Ra Arkestra.)
Ele identifica cinco grupos (Ap 4.8-11; 5.7-14).

A. Anjos (Ap 4.8,9,11; 5.9,12,13).
B. Anciãos (Ap 5.9,12).
C. Remidos em estado intermediário (Ap 5.13).
D. Mártires (Ap 7.9-17).
E. Anjos e os 24 anciãos (Ap 11.17,18).
Gilmore discute como esses grupos são formados:
A participação nos corais do céu é determinada pela natureza, pela função espiritual e pelo sofrimento comum, em vez de idade, sexo, treinamento musical ou alcance de voz. Essa forma não musical de descrever os corais reafirma a supremacia das letras sobre os tons, de verdades expressas em vez de cadência. A ausência de maestros, ensaios e treinamento confirma que a figura central é Cristo, não os que o adoram.
Mas, Cristo trabalha para fazer com que esses corais cantem de forma bela:
Jesus pode ser comparado a um habilidoso afinador de piano. Cristo vem e encontra-nos terrivelmente fora de tom e cheios de dissonância . Cristo conhece nossos fios soltos. Ele pode substituir cordas que se arrebentaram. Ele faz os ajustes certos em nosso ser. Ele é capaz, pois fez-nos em primeiro lugar. Ele restaura cordas perdidas e cria em nós a capacidade de responder ao toque do Espírito Santo. A única explicação para a alegria, onde, antes, eram apenas notas amargas, está no fato de que Cristo encontrou nossa vida, foi para a nossa mesa de som e preparou-nos para fazer uma melodia no coração para Deus. Ele afina-nos para cantar Sua adoração. A harmonia está aqui. Cristo reorganiza-nos para que possamos cantar um cântico novo. Nós iremos fazer parte do coral celestial quando Deus desejar.
Doxologias foram o conteúdo dos cânticos que João registra em Apocalipse:
Apocalipse contém diversos fragmentos de hinos. A forma mais conhecida de hino é a doxologia. Há uma doxologia dupla em 1.6 (glória e poder); uma doxologia tripla em 4.11 (glória, honra e poder); uma doxologia quádrupla em 5.13(ações de graças, honra, glória e poder); doxologias sétuplas em 5.12 e 7.12 (louvor, glória, sabedoria, ações de graças, honra, poder e força).

Música: uma metáfora do céu
John Gilmore vê a música como algo que ilustra a natureza do céu:
A música faz parte das atividades criativas do céu. Pelo fato de a música empregar os remidos, grupos, corpos, pessoas pensantes e seres emocionais, decidimos usá-la como paradigma de outras atividades do céu que não iremos explorar.
A música é um símbolo do próprio céu. O que é música? Pontos no papel, níveis de decibéis no ar? Sim, é isso e mais. De todos os entretenimentos, a música projeta-se para profundezas místicas que as palavras não podem alcançar. Thomas Carlyle (1795-1881) resume: “A música leva-nos à beira do infinito e deixa-nos contemplá-lo”.
Mas, a música do céu possui palavras também.
E é a combinação de palavras e música que expressa o melhor dos dois mundos! A música de Apocalipse é a verdade entoada, não somente o som das notas.
A música ilustra o céu de outra forma. Quando as palavras são cantadas, elas perdem seus sons regionais e sotaques pessoais. Ao cantar, a pronúncia distintiva da pessoa dissolve-se ou torna-se indetectável. A semelhança entre os homens está acima e além de peculiaridades linguísticas. Esse é um motivo pelo qual a música tem sido chamada de linguagem universal e de comunicação suprema. É esse o motivo pelo qual os gregos antigos atribuíram a origem da música aos deuses, não aos homens? (Probing Heaven.p.164-173).

Até a próxima

Fica na Paz! 

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