O que é parente remidor?

O QUE É PARENTE REMIDOR?

De acordo com as exigências para restituição de terra, o parente mais próximo do falecido era obrigado a comprar de volta a propriedade caso ela houvesse sido tomada por motivos de pobreza ou hipoteca, a fim de que o terreno permanecesse sob posse da família (Lv 25.25-28). De acordo com as exigências do casamento levirato, o parente mais próximo do falecido deveria casar-se com a viúva, para que o nome deste não fosse extinto (Dt 25.5-10). Isso significava que a família do marido era responsável por cuidar da viúva. E algumas ações de Boaz podem ser comparadas às de Cristo. O remidor tinha de ser o parente mais próximo para realizar a obra de redenção (Dt 25.5,7-10; Rt 2.20); Cristo fez-se homem para ser o remidor da humanidade (Jo 1.1,14; Rm 1.2; Gl 4.4, Fp 2.5-8; 1 Tm 2.15; Hb 2.14,16,17; 10.51). O parente remidor precisava ter meios para pagar o preço de compra da terra (Rt 2.1); Cristo pagou o alto preço associado ao resgate da humanidade perdida (1 Co 6.20; 1 Pe 1.18,19). Boaz estava disposto a ser o remidor (Rt 3.11), e Cristo estava igualmente disposto a redimir a humanidade (Mt 20.28; Mc 10.45; Jo 10.15-18; Hb 10.7; 1 Jo 3.16). O remidor Boaz tomou Rute como noiva gentia e enriqueceu-a financeiramente; Cristo também tomou uma noiva gentia (a Igreja), a qual enriquece espiritualmente.
Remidor. Hebraico, פּוֹדֵה (go’el). A noção de go’el, ou redenção, está presente ao longo de todo o livro. Formas diferentes das palavras hebraicas ga’al (“redimir”) e derivados são empregados 20 vezes. A palavra go’el (“aquele que redime” ou “parente próximo”) é encontrada 13 vezes no livro, na maioria das vezes em referência a Boaz, cuja obra temporal de redenção pode ser comparada à obra obra eterna de redenção de Cristo. Boaz redimiu, ou , comprou, Rute e Noemi da pobreza e da extinção da linhagem familiar, ao passo que a obra sacrificial de Cristo em nosso favor comprou-nos da escravidão do pecado. Rute tinha de confiar na obra de seu remidor, Boaz, a fim de receber a bênção. Nós, também, devemos confiar na obra redentora de Cristo na cruz para recebermos a bênção da redenção e da libertação das consequências do pecado.

No livro de RUTE:
Uma vez que Boaz não era apenas o parente remidor, mas também aquele que carregava a linhagem de Davi, seu casamento com Rute inseriu-a de modo permanente na genealogia tanto de Davi como do Messias. Como mulher gentia,pagã, pobre, moabita e viúva, Rute não estava qualificada para tal posição, mas a graça de Deus [hb.hen] conduziu-a a família de Israel.Curiosamente, Rute não é a única pessoa sem qualificação mencionada nessa genealogia. Perez (Rt 4.18) foi produto da união incestuosa de Judá e Tamar (Gn 38.1-30). E Salmom, filho de Raabe, a meretriz (Mt 1.5), também é mencionado na genealogia (Rt 4.20). Em cada caso, a graça de Deus foi estendida a uma mulher gentia, indicando Seu desejo de levar a bênção de Abraão a todas as pessoas – hebreus e gentios.
O livro trata da fidelidade de Deus às próprias promessas. Sua fidelidade à semente da aliança abraâmica (Gn 15.4,5) evidencia-se na preservação da linhagem davídica e messiânica (Rt 4.18-22). A promessa divina de abençoar os gentios (Gn 12.3) é vista em Sua bênção a Rute, a moabita.
A história de redenção em Rute apresenta o exemplo mais claro de como esse conceito era posto em prática na antiga cultura hebraica. Ela fornece uma bela imagem de Deus redimindo uma noiva gentia em um ato de amor e graça.
Até a próxima! Fica na Paz!
Veja também: RUTE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *