O QUE É A CIRCUNCISÃO?

O QUE É A CIRCUNCISÃO? E porque isso era importante para o povo de Deus?

A circuncisão é a remoção do prepúcio masculino. Isto era praticado por algumas culturas do mundo antigo. porém, a Bíblia a usa para simbolizar a remoção do pecado e da antiga  identidade, acompanhada da inclusão na comunidade da aliança.
Deus escolheu a circuncisão como sinal de uma aliança que se concentra na descendência. Ele prometeu fazer de Abraão e de seus descendentes uma grande nação e usá-los para redimir as nações gentias. Assim, a circuncisão era como uma assinatura do Senhor na carne. Ela identifica Abraão e seus descendentes como povo de Deus e lembrava-os de viver em fidelidade à aliança.
Embora a circuncisão se aplicasse a homens adultos quando estes passavam a fazer parte da comunidade da aliança, ela também costumava ser feita em meninos, que recebiam as promessas de Deus e tornavam-se membros da comunidade por intermédio de seus pais. No entanto, a fé era necessária para que as bênçãos do Senhor fossem recebidas. A fé distinguiu Isaque de Ismael, Jacó de Esaú e José de seus irmãos. Os não israelitas também podiam fazer parte da aliança de Israel, e a circuncisão era o que marcaria sua inclusão na comunidade dos adoradores de Deus.
A circuncisão ajudava Israel a reconhecer e lembrar-se de que deveria deixar de lado a impureza natural. O povo de Deus tinha de ser fiel à aliança, à família e ao próprio casamento. Por isto casar-se com alguém que não era circuncidado era uma violação da aliança. Qualquer homem que se recusasse a ser circuncidado seria “circuncidado” da comunidade por sua desobediência à ordem de Deus.

A CIRCUNCISÃO, foi a marca da aliança de Deus com o pai da fé Abraão.
O Senhor já tinha desenvolvido um relacionamento com Abraão antes de estabelecer uma aliança formal com ele. Deus tomou toda a iniciativa: Ele aproximou-se de Abraão e falou com ele em uma visão. O Pai apresentou-lhe a promessa impossível de que aquele já idoso homem teria um filho e uma quantidade de descendentes que se tornaria tão numerosa quanto as estrelas do céu.
Abraão creu em deus, e sua fé foi-lhe imputada por justiça, e ela produz justiça em uma aliança com o Senhor (Gn 15.66; Hc 2.4; Gl 3.6, 11). A aliança de Gênesis 15.1-33 inclui um subsídio real  em que Deus, o Rei, dá como herança a terra a Abraão, seu súdito. (No antigo Oriente Médio, os reis, por vezes, davam terras ou outros presentes para seus súditos leais.) No final do dia, Abraão sabia que o seu futuro e o de seus descendentes estava firmemente nas mãos do Deus da aliança. Mais tarde , a concessão seria transferida para sua descendência.
O Senhor, mais tarde, ratificou Sua aliança com Abraão, dando-lhe a circuncisão como sinal e condição (Gn 17.1-22). O Deus Todo-Poderoso mais uma vez tomou a iniciativa e deu ao patriarca um privilégio extraordinário. A aliança, no entanto, não era uma relação entre iguais, embora as duas partes assumissem responsabilidades. O Pai comprometeu-se voluntariamente com Abraão e seus descendentes, mas exigiu fidelidade dele. A benção recebida  pelo patriarca por meio da aliança com Deus foi incorporada no novo nome que ele recebeu.
A aliança familiar de Deus com Abraão também se aplicou aos seus descendentes. Ela apontava para bênçãos em um futuro relativamente próximo, quando eles possuíssem a terra. Muito mais tarde, a fé do patriarca tornou-se uma bênção para todos por intermédio de Seu descendente, Jesus Cristo, por quem todas as famílias da terra podem compartilhar a bênção de Deus sobre Abraão (GN 12.3).

ABRAÃO

 

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