Israel Institute of Biblical Studies

sábado, 2 de junho de 2018

JESUS, o bom Pastor

JESUS, o bom Pastor

O amor do Salvador para com os homens e sua abnegação, que chegaria até o sacrifício vicário, revelam-se nessa alegoria. O quadro é fiel nos mínimos aspectos dos costumes pastoris do antigo Oriente. Tudo nele é de luminosa claridade: o Pastor supremo, os outros pastores que obedecem às suas ordens, os pastores mercenários, os ladrões, os lobos que devastam o rebanho, as ovelhas - todos esses personagens são fáceis de identificarmos, de modo que uma simples leitura basta para interpretar a alegoria. Por fim, dessa vez Jesus pode falar sem que seus adversários o interrompam. Haverá, pois, paz e doçura nessa nova cena.
Lembremos também, antes de citar e explicar brevemente esse formoso texto, que a imagem aqui desenvolvida aparece com frequência nos escritos do Antigo Testamento, onde algumas vezes se comparam os dirigentes de Israel a pastores, sejam bons, sejam maus; outras vezes, o próprio Deus é representado como o Pastor supremo da nação teocrática.
Em várias passagens dos evangelhos, Jesus nos é apresentado como Pastor. Pedro o chama de sumo pastor (1Pe 5.4); o escritor de Hebreus diz que Jesus é o grande pastor das ovelhas (Hb 13.20); João, no Apocalipse, mostra-nos Jesus conduzindo os povos ao modo de um pastor (Ap 7.17). Também vários pais da Igreja reproduzem esse símbolo, que a arte cristã dos primeiros séculos usou em seus quadros, em suas esculturas e em diversos monumentos.
A alegoria do bom Pastor consta de duas partes, entre as quais o evangelista insere uma breve fórmula explicativa. A primeira descreve a condição e o proceder de um pastor vigilante, dedicado por inteiro ao seu rebanho:
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.

Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.

A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora.

E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz.

Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. (João 10:1-5)

Na Palestina, as ovelhas são, muitas vezes, a parte mais considerável do gado. À noite, elas são recolhidas ao rebanho em redis, construídos no campo com muro de pedra ou simplesmente com uma palha de madeira, segundo o uso em todo o Oriente bíblico. No fundo, só há uma cobertura onde podem guarnecer-se as ovelhas. Um guardião vela durante a noite para defender o aprisco das feras e dos ladrões. Pela manhã, cada pastor vai encarregar-se de suas ovelhas e conduzi-las aos pastos. Qualquer que quiser entrar de noite no redil com boas intenções entra, naturalmente, pela porta que o porteiro lhe abre; mas os que vão roubar ou mesmo degolar as ovelhas, tentam penetrar no recinto sem fazer barulho.
Com essa viva descrição, Jesus alude à antiga prática oriental de dar a cada ovelha o nome de sua cor, tamanho ou de qualquer outra particularidade. Quando o pastor conduz suas ovelhas a pastar, põe-se não atrás delas, segundo acontece no Ocidente, mas à frente delas, e vai chamando-as por seus nomes. Elas o seguem com docilidade e, mesmo quando vários rebanhos estão misturados em um só aprisco durante a noite, cada um deles se separa dos outros ao ouvir a voz de seu pastor!! [Lembrei-me de que o SENHOR tinha o costume, também, de dar nomes aos seus discípulos, segundo suas particularidades e ou características e personalidades! Como no caso de Simão à quem chamou de Pedro (Mc 3.16) e os irmãos João e Tiago, filhos de Zebedeu, à quem chamou de Boanerges, filhos do trovão!! (Mc 3.17)Incrível, não?]

Ouça o Salmo 23 cantado em hebraico! [Pode continuar sua leitura ouvindo! É encantador]


O evangelista interrompe por um momento a alegoria para advertir que Jesus se referia aos fariseus, então presentes no auditório. Jesus disse-lhes esta parábolas, mas eles não entenderam o que era que lhes dizia (Jo 10.6). Não é de estranhar que os fariseus não entendessem o sentido dela. Como haveriam de reconhecer-se como ladrões vulgares que assaltavam o redil? Jesus prosseguiu aplicando, especialmente a si mesmo, uma determinada circunstância da alegoria:


Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.

Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. (João 10:7-10)

Colina de Aijalom, onde havia um bosque no qual
Jônatas encontrou mel e quebrou o voto de seu pai Saul,
sendo quase morto por este (1Sm 14.24-52). Jesus é o mel
que suaviza os vales e adoça a amargura da nossa vida.
Jesus é a porta das ovelhas, aquela por onde os pastores que estão sob suas ordens entram legitimamente no redil para cuidar do rebanho. Já os salteadores e os ladrões penetram no aprisco por caminhos tortuosos, procurando dissimular sua presença vão até lá com más intenções: para roubar, matar e destruir o rebanho. O bom Pastor, muito pelo contrário, veio do céu à terra, posto que é o Filho de Deus que se fez homem, expressamente para comunicar às suas ovelhas a verdadeira vida, uma vida bem-aventurada, a vida no que tem de mais elevado, em toda a sua plenitude.
Jesus, completando o quadro, ao assinalar a diferença que há entre o pastor verdadeiro e o simples mercenário, destaca duas qualidades principais que um pastor precisa ter para ser digno de tal nome: o espírito de sacrifício, levado até as últimas consequências, e um conhecimento íntimo de suas ovelhas:
Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas.

Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas.
Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor. (João 10:11-16)

Pela segunda vez, o Salvador declara - e com quanta verdade e amor - que ele é o bom Pastor por excelência. Disso dá uma prova peremptória (Dicio: que permite): ele, não contente em prestar a suas ovelhas carinhosos cuidados, daria finalmente sua vida por elas; enquanto o mercenário, egoísta e covarde, fugiria ao surgir o perigo, desamparado-as indefesas, à mercê dos lobos.
O mútuo conhecimento que se estabelece entre as ovelhas e o bom Pastor é tão íntimo que Jesus compara-o às estreitas relações, de ordem superior, que há entre ele e seu Pai. Depois, dirigindo seu olhar para o porvir e para as mais longínquas regiões, Jesus contempla outras inumeráveis ovelhas dispersas pelo mundo gentio [eu e você] e manifesta o ardente desejo de seu coração de dar-lhes a vida e a salvação.
Como conclusão dessa sublime alegoria, Jesus indica o motivo por que está disposto a sacrificar-se por seu rebanho: com essa doação generosa e completa de si mesmo, obedeceria às ordens de seu Pai e salvaria a humanidade.
Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.

Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai. (João 10:17,18)
O Pai ama o Filho desde toda a eternidade. Porém, desde a encarnação de Cristo, ama-o com renovado amor por seu espírito de sacrifício!
Outras duas circunstâncias são dignas de nota: primeiro, a inteira liberalidade com que o Salvador daria a sua vida pela salvação do mundo, conformando-se assim plenamente ao plano divino; depois, sua ressurreição, pela qual sairia vitoriosamente de seu túmulo para desfrutar de vida nova e muito mais gloriosa.
Como consequência desse discurso, surgiu uma discussão entre os ouvintes de Jesus, que os separou em dois campos opostos. Uns diziam: Tem demônio e está fora de si; por que o ouvis? (Jo 10.20). Estes pertenciam ao grupo hostil ao Senhor Jesus. Eles viam com desgosto a atenção que se dava às suas palavras e a influência que estas exerciam no povo. Mas outros replicavam, com muita razão: estas palavras não são de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos? (Jo 10.21). O raciocínio destes últimos, que se apoiava ao mesmo tempo na pregação e nos milagres do Salvador, era corretíssimo. Certamente, não ficaram apenas nessa afirmação, mas também tomaram francamente o partido de Jesus, reconhecendo-o como Messias. Aleluia!
Até a próxima!
Fica na paz!

terça-feira, 29 de maio de 2018

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

As pessoas parecem esquecer que
o rabino Y'shua (Jesus) é judeu.

Ele não começou uma nova religião.
Ele reformou o judaísmo.
Yeshua nasceu, viveu
e foi executado como judeu.

Ele era um professor de Torá,
Ele é a Torá, a palavra viva,
 ele NÃO aboliu a Lei,
Ele deu significado a isso,
Ele é Mashiach (Ungido de Deus).

O MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

A libertação do domínio pagão por meio do Messias tornou-se a base de toda aspiração judaica. A esperança messiânica tinha-se envelhecido até certo ponto; havia perdido em grande parte seu caráter religioso. Tal era a ideia formal que quase todos os judeus haviam formado gradualmente acerca do Messias.
Quem era, pois, esse Messias? Os cognomes que se lhe aplicavam o designavam como personagem de muita elevada qualidade. Chamavam-no de o Eleito, o Consolador, o Redentor, o Filho do Homem; às vezes, o Filho de Deus, num sentido muito amplo; e o Filho de Davi, no sentido estrito. Chamavam-no também e acima de tudo de o Messias, palavra hebraica que significa o Ungido e que simbolizava a eleição que o Senhor havia feito dele e o poder real que lhe tinha dado.
Muitos poucos, porém, eram aqueles que, seguindo as indicações dos profetas, criam na divindade dele; isto é demonstrado no exemplo dos apóstolos, que só reconheceram muito tarde e em virtude da revelação especial a natureza divina do Salvador (Mt 16.16-17), que estava investido de atribuições superiores, incompatíveis com a pura e a simples natureza humana. Ele havia sido criado antes do mundo e viveria eternamente. Elevado acima dos anjos, era dotado de sabedoria e de poder extraordinários. O Messias possuía uma santidade perfeita e estava isento de todo pecado.
Convencidos de sua grandeza humana, os judeus não podiam compreender, apesar da clareza e da precisão das profecias, que o Messias haveria de submeter-se à lei do sofrimento. Rejeitavam, geralmente, como suprema inconveniência e manifesta contradição, a ideia de um Messias sofredor e pacífico. A atitude dos apóstolos de Jesus revela a insuperável repugnância que os correligionários sentiam quanto a essa ideia (Mt 16.21-23; Mc 9.29-31; Lc 18.31-34).
Analisado em seu conjunto, o judaísmo rabínico fechou os olhos para os textos bíblicos que profetizavam sobre os sofrimentos do Messias. Esqueceu que, precedido pelo arauto, cuja missão era anunciar o Messias ao mundo, o Rei dos judeus haveria de nascer em Belém e permanecer invisível e oculto durante algum tempo. Depois, ocorreria de repente sua manifestação gloriosa e triunfante.
Os judeus costumavam apresentá-lo como conquistador invencível contra todas as potências pagãs e, em especial, contra o Império Romano, para domá-los inteiramente.
Alguns documentos da época não estão perfeitamente de acordo entre si. Conforme alguns (o Saltério de Salomão, Os Oráculos Sibilinos e Fílon de Alexandria), a ruína do paganismo aconteceria como uma sangrenta batalha. Conforme outros (o Apocalipse de Baruque e o Apocalipse de Esdras), não haveria tal luta propriamente dita. Um julgamento de Deus e do Messias reduziria à impotência os inimigos de Israel.

O FALSO RETRATO DO MESSIAS

Que ideia, porém, faziam deste Messias, cuja vinda tão ardentemente desejavam todos os verdadeiros israelitas? Que descrição haviam traçado dele os rabinos e os escritores apocalípticos? O retrato do Messias, pintado por esses escritores e gravado na imaginação popular, não condizia com as antigas profecias. Eles o desfiguraram com o pretexto de aformoseá-lo! Levando ao pé da letra o que, nas profecias inspiradas, não era mais do que uma expectativa ideal dando uma interpretação política a certas passagens cujo sentido era espiritual ou figurado (Is 35.10; 40.9-11; 41.1-2), tais escritores profanaram lamentavelmente o espírito das profecias e turvaram sua significação.
Mesmo depois do cativeiro na Babilônia, submetidos ao jugo da Pérsia, da Grécia e de Roma, os judeus haviam se acostumado a associar a ideia do Messias à esperança de sua restauração social e de sua independência reconquistada. Isto era para eles o essencial. Viam no Messias, antes de tudo, um poderoso instrumento divino que os ajudaria a recuperar a sua glória e os seus privilégios de antigamente. Ao pensarem nele e ao invocarem-no de todo o coração, tinham o olhar muito mais voltado para sua própria exaltação do que para a saúde moral que ele haveria de trazer, tanto para os judeus como para os demais homens.

COMO SERIA O REINADO DO MESSIAS NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS

Aplacada a cólera de Deus com o castigo dos pagãos, e lançados estes fora da Palestina, começaria o reinado do Messias. Os judeus que estariam dispersos pelo mundo seriam trazidos milagrosamente para a Terra Santa a fim de gozar da felicidade daquele reino maravilhoso. Jerusalém seria reconstruída, embelezada e admiravelmente engrandecida. O templo também seria erguido de suas ruínas, e seriam restabelecidas as cerimônias do culto.
Os rabinos não encontraram cores bastante brilhantes para pintar o esplendor dessa idade de ouro, que se prolongará daqui por diante por milhares de anos. Será uma era de paz, de glória e de felicidade não interrompida.
A natureza estará dotada de fecundidade surpreendente; os animais mais cruéis perderão sua ferocidade e se tornarão dóceis a serviço dos judeus; todas as árvores, sem exceção, darão saborosos frutos. Já não haverá mais nem pobreza nem sofrimento. Os partos serão sem dor; as colheitas, sem fadiga. As injustiças terminarão; o pecado já não existirá na terra.
Para poder acolher todos os seus habitantes, a cidade de Jerusalém será tão grande como a Palestina, e a Palestina será tão grande como o mundo inteiro. Da Cidade Santa, as portas e janelas serão enormes pedras preciosas; os muros serão de ouro e prata. Além do mais, as colheitas de inaudita riqueza que a terra produzirá sem cultivo proporcionarão material para magníficos vestidos e manjares saborosos. O trigo alcançará a altura das palmeiras, e até se elevará acima do cume dos montes.
Eis algumas descrições do reino messiânico!
Compare esse texto com este: O Reino de Cristo no Milênio

O MOTIVO QUE LEVOU OS JUDEUS A REJEITAREM O SALVADOR

O mais triste de tudo isto é que quando Yeshua [Jesus], o verdadeiro Messias, apresentou-se manso e humilde, sem aparato político nem belicoso, sem nada que o identificasse com o conquistador terrível e sempre triunfante que os judeus esperavam, e sim como o reformador religioso [do judaísmo] e a vítima a ser oferecida para expiar os pecados dos homens, os judeus recusaram-se a aceitá-lo como Messias.

TESTEMUNHAS LEVANTADAS POR DEUS PARA FALAR DO MESSIAS

Felizmente, mesmo naquele Israel, com a ideia de um Messias político e guerreiro, Deus não deixou seu povo ficar sem testemunha. verdade é que eles não escolheu entre os escribas e os fariseus essas testemunhas.
Mesmo que as almas escolhidas que vemos perto do Filho de Deus ainda menino não figurassem entre os poderosos da nação judaica, pelo menos praticavam de antemão, quanto podiam, a santidade cristã, obedecendo por amor e sem estreiteza de coração à lei divina. Além disso, haviam compreendido o verdadeiro significado das profecias messiânicas. Estas almas representavam a piedade sincera. Maria e Jose, Zacarias e Isabel, os humildes pastores de Belém, Simeão e a profetiza Ana - estes e outros esperavam a redenção de Israel, e foram os primeiros a saborear a doçura do Messias.
No iminente advento do Messias, estes nobres e santos corações viam, antes de tudo, o perdão dos pecados de seu povo, a paz que haveria de reinar perpetuamente entre Deus e a humanidade, o estabelecimento na terra de um reino espiritual, cujo líder seria Cristo, que daria a felicidade verdadeira neste mundo e no outro a quem cumprisse as leis deste glorioso e santíssimo monarca. Os cânticos e as palavras destes servos do Altíssimo são admiráveis testemunhos de fé que neles brilha com toda a sua pureza e com todo o seu esplendor.

A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;

Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.

E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre. (Cântico de Maria, em Lucas 1:46-55)

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. (Cântico de Simeão, em Lucas 2:29-32)


Até a próxima!
Fica na paz!

sábado, 12 de maio de 2018

A fé ajuda-nos a responder ao sofrimento


 

Ruminando o livro de Jó

Como a fé ajuda-nos a responder ao sofrimento.

O livro de Jó convida-nos a examinar a base da nossa fé em Deus. A perda de bens e dos familiares, bem como a alienação de seus amigos, abalou a base da fé de Jó. No entanto, ele manteve sua fé em Deus e mostrou que as acusações de satanás eram infundadas.
Mesmo em suas queixas, Jó reconhecia que somente Deus poderia dar-lhe as respostas de que precisava. E quando ele desejou a morte, era, na verdade, para obter alívio, até que Deus pudesse lidar com ele em condições mais favoráveis (Jó 14.13). Quando Jó desejou um mediador, era para ajudá-lo a encontrar graça diante de Deus (Jó 9.33-35). E quando Jó queixou-se de que Deus não o ouvia, era porque ele sabia que suas respostas tinham de vir do Pai (Jó 19.25-27). Essa é a essência da fé.
O pecado traz sofrimento, mas a acusação de satanás de que quem sofre deve ter pecado não é necessariamente verdadeira (Is 54.17; Rm 8.1). Hoje, algumas pessoas cegamente agem como os amigos de Jó, que relacionam piedade à bênção. Contudo, em sua raiz, esta relação ignora que "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18).
E como o apóstolo Paulo lembra-nos, "é certo que com ele padecemos" (Rm 8.17). [Desde que esses sofrimentos, não sejam consequências de pecados. Principalmente por desobediência à Deus. O quê não foi o caso de Cristo e Jó. Que nossos sofrimentos sejam por amor à Verdade de Deus e por uma vida reta. (Fp 2.15; 1Co 1.8; Mt 5.10; 2Tm 2.3; 1Pe 2.19; etc...)]
Não devemos saber ou entender tudo (ver Gn 2.17; Dt 29.29; At 1.7; 1Ts 5.1,2). Algumas coisas, só Deus sabe e opera segundo Sua vontade soberana. Nossa resposta deve ser aceitar pela fé o que Ele proporciona-nos. Portanto, mesmo quando sofremos, podemos confiar nele (veja Rm 8.26-39).

Estudando Jó 9.20,21

Jó sabia que Deus não lhe devia nada. Ele estava vivo pela graça divina, mesmo que estivesse sofrendo. E também acreditava que não havia pecado de maneira que merecesse tamanho sofrimento.
Jó achava que sua vida não merecia tanta dor; então, quis que seu caso fosse apresentado diante de Deus (Jó 9.32-35). Entretanto, ele também reconheceu que discutir com o Senhor seria inútil e improdutivo (Jó 9.4). Jó sabia que se trouxesse seu caso contra Deus, pecaria por fazer falso testemunho contra Ele. "Se eu me justificar, a minha boca me condenará".
Quando enfrentamos dificuldades, grandes ou pequenas, podemos ficar indignados, acreditando que não fizemos nada pra merecê-las. Por isso, a atitude de Jó pode guiar-nos aqui. Devemos ser cuidadosos para não acusarmos Deus ou acreditar que estamos certos e Ele errado. Deus está sempre certo, mesmo se não compreendermos nossas circunstâncias. Deus está sempre certo. Ponto final.
Como Jó, devemos viver em temor ao Senhor. Essa sabedoria nos protegerá do pecado e cultivará humildade para os tempos em que os caminhos de Deus não fizerem sentido!
Basta ir até onde está Jesus. Jamais desanimar. Apresentar todos os problemas a Ele. Esperar a palavra dele (Mt 9.1,2; 15.21-28).
Até a próxima!
Fica na paz!

Leia mais sobre Jó: